http://diario.iol.pt/politica/lisboa-rock-in-rio-taxas-musica-cml-antonio-costa/1177527-4072.html
"A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por maioria, a isenção de taxas municipais no valor de três milhões de euros à organização do Rock in Rio pela edição de 2012.
A organização do Rock in Rio foi isentada das taxas municipais em todas as suas edições em Lisboa, no Parque da Bela Vista (2004, 2006, 2008 e 2010).
A proposta levada à assembleia pelo presidente da Câmara, António Costa (PS), abrangia também a edição de 2014, mas o líder da bancada do PSD, António Proa, sugeriu que a aprovação fosse condicionada à rectificação da proposta.
O responsável admitiu que a isenção é um incentivo para que o evento se mantenha na cidade, que «em nada prejudica», mas lembrou que em 2014 o município viverá outro mandato e defendeu a inconveniência de estabelecer um compromisso que terá de ser cumprido por outro executivo e por outra assembleia.
«Perdoem-me a expressão, mas Lisboa não se pode pôr de joelhos perante estas organizações», acrescentou António Proa.
Apesar da concordância dos restantes partidos em votar apenas a isenção de 2012, apenas o PSD e o PS votaram favoravelmente a proposta.
O CDS absteve-se e o BE, PCP, PEV, PPM, MPT e quatro independentes eleitos na lista do PS votaram contra.
Na generalidade, as dificuldades financeiras do município, por oposição às contrapartidas recebidas pela cidade, foram destacadas pela oposição para justificar a sua posição.
O vereador do Espaço Público e dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, concordou com a aprovação de isenção de taxas de cada edição em separado, mas apelou para que «rapidamente se acerte 2014, porque é bom preparar com tempo» um evento de tamanha dimensão.
«É certamente bom para o Rock in Rio, mas também é bom para a cidade, porque estamos a garantir programação futura. É bom para a preparação do terreno», afirmou, lembrando que à margem do festival são realizadas iniciativas de carácter ambiental."
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Intervenção do PPM na Assembleia Municipal de 13-07-2010
Exma. Senhora Presidente da Assembleia Municipal
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal
Exmos. Senhores Vereadores
Exmos. Senhores Deputados Municipais
As Juntas de Freguesia são o centro da vida e gestão da cidade de Lisboa. Ao estarem mais próximas dos cidadãos podem agir de forma célere e eficaz às necessidades dos seus habitantes.
O PPM como partido municipalista que incentiva a descentralização de poderes e competências vê com agrado a tentativa da Delegação de Competências para as Juntas de Freguesia. Este protocolo que alarga o âmbito de poderes das Freguesias deve ser encarado como o primeiro passo a dar para uma política de proximidade com as populações. É por isso que encaramos com agrado a transferência de serviços como o Lisboa Porta-a-Porta para o domínio das freguesias. Surge a este propósito a Proposta nº 303/2010 na qual votamos a favor da nova repartição de encargos do valor da despesa, decorrente do Procedimento para a prestação de serviços de aluguer de 16 a 21 viaturas para a frota do projecto Lisboa porta-a-porta. É importante que sejam as Juntas de Freguesia participantes deste projecto a gerir as futuras necessidades do mesmo e uma redução de encargos é sempre positiva.
Todavia, a nossa aprovação não se irá estender às Propostas 331/2010 e 332/2010. A saber, a aprovação de novas repartições de encargos relativas à prestação de serviços de Manutenção e Conservação de Jardins. O PPM desde o início que vem a alertar esta assembleia para esta situação que considera injustificável. Não se compreende como é que se continua a adjudicar serviços externos de jardinagem, quando, supostamente, a Câmara deveria ter jardineiros. A contratação de pessoal em regime de prestação de serviços e por isso externo devia ser a excepção e não a regra. Assistimos continuamente a este tipo de propostas por parte do Sr. Vereador José Sá Fernandes. A tal escola de jardineiros, que há muito prometeu não existe e a Câmara continua a desperdiçar dinheiro na contratação de serviços. Assim não se forma pessoal competente e permanente e vamos continuar a assistir ao desfile de apresentação de propostas como estas! Descentralizar implica delegar competências e ninguém melhor do que as Juntas de Freguesia para cuidarem dos jardins e espaços verdes que estão na sua área de jurisdição. Elas saberão, desde que tenham mão-de-obra qualificada ao seu dispor, cuidar daquilo que é seu. A concorrência entre as Juntas de Freguesia no embelezamento dos jardins poderá ser um factor de melhoramento da qualidade dos espaços verdes.
No que respeita ao Património é da competência da Câmara Municipal zelar pelo Património que lhe pertence. Infelizmente, o que vemos cada vez com mais frequência, são edifícios históricos e com interesse arquitectónico, em ruínas, abandonados, em elevado estado de degradação e sem qualquer utilização.
Chega-nos agora a informação que a Câmara pretende alienar, para uso exclusivo hoteleiro, o Palácio Pancas Palha e o Palácio do Machadinho. Não tendo a Câmara os meios necessários à sua conservação, a Câmara quer agora alienar os imóveis de forma a estes poderem ser recuperados, passando para o domínio privado. Não sendo esta uma decisão consensual, é no entanto, melhor do que abandonar os imóveis à ruína completa.
Contudo, o PPM gostaria de ver salvaguardados os interesses camarários neste projecto. Face a experiências anteriores, como o Palácio da Rosa ou Palácio Castelo Melhor e o Palácio Braancamp Freire, é importante certificar que a entidade privada irá proceder à requalificação e abertura do imóvel num limitado espaço de tempo. O apoio dos serviços camarários na aprovação e acompanhamento deste projecto é essencial. O interior destes palácios é tão importante como as suas fachadas exteriores. A adaptação destes edifícios terá sempre de ter em conta a preservação do conceito de interiores das épocas em que foram construídos, assim como o seu ambiente envolvente.
Relativamente à informação sobre a circulação na Frente Ribeirinha e Baixa Pombalina, entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, o PPM não concorda, como o Sr. Presidente da Câmara, que este projecto seja um sucesso. O Plano de mobilidade para esta zona merece as críticas dos comerciantes da Baixa que vêem cada vez mais a sua facturação diminuir face à redução do número de pessoas que ali se deslocam por dia. Aquando da apresentação deste plano pelo Executivo, o ACP – Automóvel Clube Português apresentou um estudo que contraria os números indicados pela Câmara Municipal de Lisboa. Segundo esta entidade, o número de 5500 veículos que a Câmara Municipal de Lisboa diz circularem no Terreiro do Paço em hora de ponta é fantasioso. Logo as percentagens de redução da circulação apresentadas nesta Informação Escrita não são as mais correctas. Se esta medida tem como objectivo central a requalificação e revalorização dos espaços públicos destas zonas e a dissuasão de utilização da marginal ribeirinha e do atravessamento da Baixa é caso para perguntar, o que irão fazer os comerciantes destas áreas? Sem dúvida que é importante deixar as coisas bonitas para os turistas, mas não nos estamos a esquecer dos comerciantes e das pessoas que ali se deslocam todos os dias e que desde esta intervenção consideram ser quase impossível circular naquela área? Como poderá o comércio tradicional concorrer com os centros comerciais e hipermercados se cada vez tem a vida mais dificultada? É caso para dizer, nos cem anos da República que o povo é o último a ser escutado! O encerramento do Terreiro do Paço à livre circulação é realmente uma justa comemoração deste centenário da República, também ela condiciona a livre circulação de ideias. Lembramos a alínea b) do art.º 288 da Constituição desta República.
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, lembro-lhe agora que a leitura da verdadeira História de Portugal, está a fazer-lhe falta.
A Escola Pública foi criada pelos governos liberais do Reino de Portugal. Basta ver a data de fundação da maioria delas. A República de Salazar também a acarinhou como os senhores estão a fazer, aproveitando-a para controlar as mentes e reinventar a História para eternizarem no poder esta forma republicana de governo que os portugueses não escolheram nem referendaram.
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal
Exmos. Senhores Vereadores
Exmos. Senhores Deputados Municipais
As Juntas de Freguesia são o centro da vida e gestão da cidade de Lisboa. Ao estarem mais próximas dos cidadãos podem agir de forma célere e eficaz às necessidades dos seus habitantes.
O PPM como partido municipalista que incentiva a descentralização de poderes e competências vê com agrado a tentativa da Delegação de Competências para as Juntas de Freguesia. Este protocolo que alarga o âmbito de poderes das Freguesias deve ser encarado como o primeiro passo a dar para uma política de proximidade com as populações. É por isso que encaramos com agrado a transferência de serviços como o Lisboa Porta-a-Porta para o domínio das freguesias. Surge a este propósito a Proposta nº 303/2010 na qual votamos a favor da nova repartição de encargos do valor da despesa, decorrente do Procedimento para a prestação de serviços de aluguer de 16 a 21 viaturas para a frota do projecto Lisboa porta-a-porta. É importante que sejam as Juntas de Freguesia participantes deste projecto a gerir as futuras necessidades do mesmo e uma redução de encargos é sempre positiva.
Todavia, a nossa aprovação não se irá estender às Propostas 331/2010 e 332/2010. A saber, a aprovação de novas repartições de encargos relativas à prestação de serviços de Manutenção e Conservação de Jardins. O PPM desde o início que vem a alertar esta assembleia para esta situação que considera injustificável. Não se compreende como é que se continua a adjudicar serviços externos de jardinagem, quando, supostamente, a Câmara deveria ter jardineiros. A contratação de pessoal em regime de prestação de serviços e por isso externo devia ser a excepção e não a regra. Assistimos continuamente a este tipo de propostas por parte do Sr. Vereador José Sá Fernandes. A tal escola de jardineiros, que há muito prometeu não existe e a Câmara continua a desperdiçar dinheiro na contratação de serviços. Assim não se forma pessoal competente e permanente e vamos continuar a assistir ao desfile de apresentação de propostas como estas! Descentralizar implica delegar competências e ninguém melhor do que as Juntas de Freguesia para cuidarem dos jardins e espaços verdes que estão na sua área de jurisdição. Elas saberão, desde que tenham mão-de-obra qualificada ao seu dispor, cuidar daquilo que é seu. A concorrência entre as Juntas de Freguesia no embelezamento dos jardins poderá ser um factor de melhoramento da qualidade dos espaços verdes.
No que respeita ao Património é da competência da Câmara Municipal zelar pelo Património que lhe pertence. Infelizmente, o que vemos cada vez com mais frequência, são edifícios históricos e com interesse arquitectónico, em ruínas, abandonados, em elevado estado de degradação e sem qualquer utilização.
Chega-nos agora a informação que a Câmara pretende alienar, para uso exclusivo hoteleiro, o Palácio Pancas Palha e o Palácio do Machadinho. Não tendo a Câmara os meios necessários à sua conservação, a Câmara quer agora alienar os imóveis de forma a estes poderem ser recuperados, passando para o domínio privado. Não sendo esta uma decisão consensual, é no entanto, melhor do que abandonar os imóveis à ruína completa.
Contudo, o PPM gostaria de ver salvaguardados os interesses camarários neste projecto. Face a experiências anteriores, como o Palácio da Rosa ou Palácio Castelo Melhor e o Palácio Braancamp Freire, é importante certificar que a entidade privada irá proceder à requalificação e abertura do imóvel num limitado espaço de tempo. O apoio dos serviços camarários na aprovação e acompanhamento deste projecto é essencial. O interior destes palácios é tão importante como as suas fachadas exteriores. A adaptação destes edifícios terá sempre de ter em conta a preservação do conceito de interiores das épocas em que foram construídos, assim como o seu ambiente envolvente.
Relativamente à informação sobre a circulação na Frente Ribeirinha e Baixa Pombalina, entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, o PPM não concorda, como o Sr. Presidente da Câmara, que este projecto seja um sucesso. O Plano de mobilidade para esta zona merece as críticas dos comerciantes da Baixa que vêem cada vez mais a sua facturação diminuir face à redução do número de pessoas que ali se deslocam por dia. Aquando da apresentação deste plano pelo Executivo, o ACP – Automóvel Clube Português apresentou um estudo que contraria os números indicados pela Câmara Municipal de Lisboa. Segundo esta entidade, o número de 5500 veículos que a Câmara Municipal de Lisboa diz circularem no Terreiro do Paço em hora de ponta é fantasioso. Logo as percentagens de redução da circulação apresentadas nesta Informação Escrita não são as mais correctas. Se esta medida tem como objectivo central a requalificação e revalorização dos espaços públicos destas zonas e a dissuasão de utilização da marginal ribeirinha e do atravessamento da Baixa é caso para perguntar, o que irão fazer os comerciantes destas áreas? Sem dúvida que é importante deixar as coisas bonitas para os turistas, mas não nos estamos a esquecer dos comerciantes e das pessoas que ali se deslocam todos os dias e que desde esta intervenção consideram ser quase impossível circular naquela área? Como poderá o comércio tradicional concorrer com os centros comerciais e hipermercados se cada vez tem a vida mais dificultada? É caso para dizer, nos cem anos da República que o povo é o último a ser escutado! O encerramento do Terreiro do Paço à livre circulação é realmente uma justa comemoração deste centenário da República, também ela condiciona a livre circulação de ideias. Lembramos a alínea b) do art.º 288 da Constituição desta República.
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, lembro-lhe agora que a leitura da verdadeira História de Portugal, está a fazer-lhe falta.
A Escola Pública foi criada pelos governos liberais do Reino de Portugal. Basta ver a data de fundação da maioria delas. A República de Salazar também a acarinhou como os senhores estão a fazer, aproveitando-a para controlar as mentes e reinventar a História para eternizarem no poder esta forma republicana de governo que os portugueses não escolheram nem referendaram.
terça-feira, 29 de junho de 2010
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA EXIGE HOSPITAL PEDIÁTRICO AUTÓNOMO NA CIDADE DE LISBOA
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) exigiu hoje a existência de um hospital pediátrico autónomo na cidade, através de uma construção nova ou da reabilitação do Dona Estefânia, «em detrimento da sua inclusão num serviço» do futuro Hospital Oriental.
A reivindicação consta de uma moção subscrita por toda a oposição (PSD, PCP, CDS, BE, PPM, MPT e PEV) e pelos deputados independentes eleitos pelo PS.
A moção mereceu também o voto favorável da bancada socialista.
Diário Digital / Lusa
SAUDAÇÃO PPM-AML
Transferência de jurisdição de 30 hectares de terrenos localizados junto ao Tejo, para a Câmara Municipal de Lisboa (CML)
O PPM felicita a Câmara Municipal de Lisboa pelo esforço dos seus sucessivos executivos pela passagem dos 30 hectares da área ribeirinha da APL para CML, trata-se de um passo importante para aproximar a cidade ao Tejo, e permitir a reconversão desta área para zonas de lazer, para cada vez mais Lisboa seja uma cidade competitiva e atraente para o turismo, e aproveitar as grandes provas internacionais como a Volvo Ocean Race.
O PPM fica satisfeito com esta passagem pois é uma das bandeiras do PPM há vários anos no seu programa eleitoral para Câmara Municipal de Lisboa.
Sendo assim O grupo Municipal do PPM, propõe a esta digníssima Assembleia que na sua reunião ordinária de 29 de Junho de 2010, delibere:
1 . Remeter esta saudação a todo o executivo camarário.
Assembleia Municipal de Lisboa, 28 de Junho de 2010
Pelo Grupo Municipal do PPM
O PPM felicita a Câmara Municipal de Lisboa pelo esforço dos seus sucessivos executivos pela passagem dos 30 hectares da área ribeirinha da APL para CML, trata-se de um passo importante para aproximar a cidade ao Tejo, e permitir a reconversão desta área para zonas de lazer, para cada vez mais Lisboa seja uma cidade competitiva e atraente para o turismo, e aproveitar as grandes provas internacionais como a Volvo Ocean Race.
O PPM fica satisfeito com esta passagem pois é uma das bandeiras do PPM há vários anos no seu programa eleitoral para Câmara Municipal de Lisboa.
Sendo assim O grupo Municipal do PPM, propõe a esta digníssima Assembleia que na sua reunião ordinária de 29 de Junho de 2010, delibere:
1 . Remeter esta saudação a todo o executivo camarário.
Assembleia Municipal de Lisboa, 28 de Junho de 2010
Pelo Grupo Municipal do PPM
GRUPO MUNICIPAL DO PPM APRESENTA VOTO DE PESAR PELO DESAPARECIMENTO DO PRÉMIO NOBEL
José Saramago, português e Prémio Nobel da Literatura, não era um cidadão consensual. Defensor da ideologia comunista, nunca deixou de pagar as suas cotas ao partido. São igualmente conhecidas as suas posições e atitudes durante o período mais revolucionário do início da nossa democracia. É também sobejamente conhecida a sua opinião, como ateu, que nega e critica a crença que guia muitos portugueses.
O PPM, face às ideias do cidadão Saramago, não pode dizer que se revê nas mesmas. Contudo, ninguém pede ou exige aos cidadãos activos e intervenientes socialmente que sejam consensuais. Exige-se, isso sim, clareza nas suas intenções e actos. E que, pelo menos, sejam honestos consigo próprios quando as defendem.
Assim, tal como o PPM tem ideias e defende um modelo de sociedade diferente daqueles que Saramago e o seu partido sempre defenderam, o PPM não pode deixar de manifestar o seu pesar pelo desaparecimento físico de uma figura nacional de projecção internacional.
A sua obra é um legado universal para a sempre eterna discussão sobre o modelo de sociedade em que o ser humano deseja viver.
Com “Jangada de Pedra”, Saramago criticou a excessiva ligação de Portugal e Espanha ao resto da Europa. Quando, no “Ensaio sobre a Cegueira” e a sequela “Ensaio sobre a Lucidez”, o escritor versa sobre o papel social e político do ser humano, ele não coloca nomes nas personagens. Nem identifica o país. É Universal. É um exemplo perfeito do que significa ser Português.
Se alguma Direita foi instrumento responsável para o afastamento físico de Saramago do território nacional, então devemos também deixar de notar que Saramago não encontrou obstáculos criativos ou de promoção pessoal, e até financeira, num regime Monárquico, pois a Espanha, onde ele escolheu viver os últimos anos da sua vida, é uma Monarquia.
Não podemos também esconder, como quem tapa o sol debaixo de uma peneira, que o prémio máximo da vida de José Saramago e, através dele, o prémio máximo que a literatura de língua portuguesa recebeu, é um galardão mundialmente reconhecido entregue pelas mãos de um monarca, o Rei da Suécia.
Logo, José Saramago mostrou ao mundo que um regime monárquico é um regime suficientemente democrático para que um militante do PCP possa trabalhar e produzir e é também suficientemente importante para que o seu nome seja cantado para todo o sempre e, como dizia o poeta Camões, poder da lei da morte libertar-se.
Destaque-se ainda o facto de, no seu livro “As Intermitências da Morte”, o tal país imaginário do escritor português ser governado em Monarquia e não em República, ainda que isso, sabemos nós, resultasse de uma ironia própria do autor e não fosse sinónimo de uma sua preferência pessoal pela Monarquia.
De resto, bastaria igualmente evocar o “Memorial do Convento”, para dizer que, se não fosse a História passada de Portugal e dos seus reis, não haveria este romance na literatura mundial.
Saramago, sabemos também - e sabe o PCP -, defendia valores que são Universais para o PPM: o ser humano e a sua relação com o outro ser humano em igualdade de direitos sociais. A defesa da terra e da sua cultura, a defesa do belo e sagrado que brota das mãos de quem trabalha.
O PPM, face às ideias do cidadão Saramago, não pode dizer que se revê nas mesmas. Contudo, ninguém pede ou exige aos cidadãos activos e intervenientes socialmente que sejam consensuais. Exige-se, isso sim, clareza nas suas intenções e actos. E que, pelo menos, sejam honestos consigo próprios quando as defendem.
Assim, tal como o PPM tem ideias e defende um modelo de sociedade diferente daqueles que Saramago e o seu partido sempre defenderam, o PPM não pode deixar de manifestar o seu pesar pelo desaparecimento físico de uma figura nacional de projecção internacional.
A sua obra é um legado universal para a sempre eterna discussão sobre o modelo de sociedade em que o ser humano deseja viver.
Com “Jangada de Pedra”, Saramago criticou a excessiva ligação de Portugal e Espanha ao resto da Europa. Quando, no “Ensaio sobre a Cegueira” e a sequela “Ensaio sobre a Lucidez”, o escritor versa sobre o papel social e político do ser humano, ele não coloca nomes nas personagens. Nem identifica o país. É Universal. É um exemplo perfeito do que significa ser Português.
Se alguma Direita foi instrumento responsável para o afastamento físico de Saramago do território nacional, então devemos também deixar de notar que Saramago não encontrou obstáculos criativos ou de promoção pessoal, e até financeira, num regime Monárquico, pois a Espanha, onde ele escolheu viver os últimos anos da sua vida, é uma Monarquia.
Não podemos também esconder, como quem tapa o sol debaixo de uma peneira, que o prémio máximo da vida de José Saramago e, através dele, o prémio máximo que a literatura de língua portuguesa recebeu, é um galardão mundialmente reconhecido entregue pelas mãos de um monarca, o Rei da Suécia.
Logo, José Saramago mostrou ao mundo que um regime monárquico é um regime suficientemente democrático para que um militante do PCP possa trabalhar e produzir e é também suficientemente importante para que o seu nome seja cantado para todo o sempre e, como dizia o poeta Camões, poder da lei da morte libertar-se.
Destaque-se ainda o facto de, no seu livro “As Intermitências da Morte”, o tal país imaginário do escritor português ser governado em Monarquia e não em República, ainda que isso, sabemos nós, resultasse de uma ironia própria do autor e não fosse sinónimo de uma sua preferência pessoal pela Monarquia.
De resto, bastaria igualmente evocar o “Memorial do Convento”, para dizer que, se não fosse a História passada de Portugal e dos seus reis, não haveria este romance na literatura mundial.
Saramago, sabemos também - e sabe o PCP -, defendia valores que são Universais para o PPM: o ser humano e a sua relação com o outro ser humano em igualdade de direitos sociais. A defesa da terra e da sua cultura, a defesa do belo e sagrado que brota das mãos de quem trabalha.
terça-feira, 1 de junho de 2010
No Dia Mundial da Crianca EXIGIMOS UM NOVO HOSPITAL PEDIATRICO PARA LISBOA apos o encerramento do Hospital de Dona Estefania em 2013.
As crianças de Lisboa e do Sul do País não podem ficar sem um Hospital Pediátrico autónomo e tecnologicamente evoluído.
O Ministério da Saúde pretende que as crianças que hoje acorrem ao Hospital de Dona Estefânia passem a ser tratadas num "Hospital Geral de Adultos".
Isto representa um retrocesso técnico, ético e civilizacional sem paralelo no Mundo.
Os Responsáveis do País e de Lisboa devem evitar este erro, exigindo a construção de um novo Hospital para as Crianças de Lisboa e Sul do País,
perto do futuro hospital geral de adultos (Hospital de Todos os Santos-Marvila/Chelas), mas totalmente pediátrico, autónomo e servido por profissionais inteiramente dedicados à criança doente, ao contrário do que pretende o Ministério.
Alertamos também para que não se sacrifique o actual espaço do Hospital Dona Estefânia aos interesses imobiliários mas que este se mantenha dedicado à criança e às instituições que a apoiam, conforme o desejo da Rainha fundadora que há 150 anos o doou à Cidade.
Alguns políticos terminarão os mandatos, mas os seus erros continuarão a penalizar as crianças doentes de hoje e das futuras gerações.
Nós, cidadãos, pais, avós, familiares, âmago da sociedade civil, não desistiremos desta causa: "A defesa intransigente dos superiores interesses da criança"
A Plataforma Cívica em Defesa de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa
O Ministério da Saúde pretende que as crianças que hoje acorrem ao Hospital de Dona Estefânia passem a ser tratadas num "Hospital Geral de Adultos".
Isto representa um retrocesso técnico, ético e civilizacional sem paralelo no Mundo.
Os Responsáveis do País e de Lisboa devem evitar este erro, exigindo a construção de um novo Hospital para as Crianças de Lisboa e Sul do País,
perto do futuro hospital geral de adultos (Hospital de Todos os Santos-Marvila/Chelas), mas totalmente pediátrico, autónomo e servido por profissionais inteiramente dedicados à criança doente, ao contrário do que pretende o Ministério.
Alertamos também para que não se sacrifique o actual espaço do Hospital Dona Estefânia aos interesses imobiliários mas que este se mantenha dedicado à criança e às instituições que a apoiam, conforme o desejo da Rainha fundadora que há 150 anos o doou à Cidade.
Alguns políticos terminarão os mandatos, mas os seus erros continuarão a penalizar as crianças doentes de hoje e das futuras gerações.
Nós, cidadãos, pais, avós, familiares, âmago da sociedade civil, não desistiremos desta causa: "A defesa intransigente dos superiores interesses da criança"
A Plataforma Cívica em Defesa de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa
terça-feira, 25 de maio de 2010
Tesa repara os pisos de Lisboa
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