Considerando que o prédio sito no número 25 da Avenida da República em Lisboa, imóvel classificado, foi alvo de um projecto de requalificação que aumentou lateralmente e em altura a estrutura do edifício.
A licença de construção para as obras foi aprovada em 2008 pela CML onde era dito explicitamente que os materiais a utilizar seriam o tijolo e a cantaria de forma a manter a traça e estética original do edifício. O IGESPAR foi consultado e aprovou o plano de intervenção uma vez que se previa a manutenção das fachadas.
No entanto, e indo contra o que tinha sido aprovado em reunião de câmara e contrariando as apreciações do IGESPAR, do Núcleo Residente da Estrutura Consultiva do PDM e o próprio projecto original de 2005, o vereador Manuel Salgado aprovou directamente uma alteração ao projecto inicial e as ampliações foram feitas em vidro, desvirtuando assim completamente a estética original do edifício.
O Grupo Municipal do Partido Popular Monárquico, propõe que a Assembleia Municipal, reunida em Sessão Ordinária, no dia 21 de Junho de 2011, mostre o seu desagrado pelas obras de requalificação deste edifício e que mais uma vez a Câmara Municipal de Lisboa contribui para destruição da memória histórica-urbanistica da cidade.
Grupo Municipal PPM
Lisboa, 21 de Junho de 2011
Gonçalo da Camara Pereira
terça-feira, 21 de junho de 2011
HOJE GRUPO MUNICIPAL DO PPM APRESENTA Moção: FECHO AVª DA LIBERDADE - MEGAPIQUENIQUE
Moção: FECHO AVª DA LIBERDADE - MEGAPIQUENIQUE
A Avª da Liberdade é umas das artérias mais importantes da cidade de Lisboa, fundamental para a circulação de automóveis, transportes públicos e pessoas. Uma das Avenidas com mais turismo da cidade.
Considerando que:
1 - A realização do mega Piquenique Continente, nesta Avenida, foi autorizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
2 – Desde dia 15 de Junho que só se circula pelas faixas laterais, causando enormes problemas de trânsito, prejudicando milhares de lisboetas.
3 - Foi vedado o corredor central aos Taxistas e só autorizado aos transportes da carris, causando um enorme transtorno a esta classe de trabalhadores.
4 – A realização deste evento na Avenida da Liberdade, por mais contrapartidas que ofereça não justifica os transtornos causados, pois Lisboa tem ao dispor outros locais mais apropriados para este tipo de acções.
5 – A Câmara Municipal de Lisboa, mais uma vez secundariza os interesses da cidade em prol de um impulso publicitário a uma marca.
Vem por isso o Grupo Municipal do PPM propor que a Assembleia Municipal, na sua reunião ordinária de 21 de Junho de 2011, delibere, criticar totalmente, junto do executivo camarário, o local onde foi realizado o Mega Piquenique Continente, prejudicando e desrespeitando, assim milhares de pessoas.
Lisboa, 21 de Junho de 2011
Pelo Grupo Municipal do PPM
Gonçalo da Camara Pereira
A Avª da Liberdade é umas das artérias mais importantes da cidade de Lisboa, fundamental para a circulação de automóveis, transportes públicos e pessoas. Uma das Avenidas com mais turismo da cidade.
Considerando que:
1 - A realização do mega Piquenique Continente, nesta Avenida, foi autorizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
2 – Desde dia 15 de Junho que só se circula pelas faixas laterais, causando enormes problemas de trânsito, prejudicando milhares de lisboetas.
3 - Foi vedado o corredor central aos Taxistas e só autorizado aos transportes da carris, causando um enorme transtorno a esta classe de trabalhadores.
4 – A realização deste evento na Avenida da Liberdade, por mais contrapartidas que ofereça não justifica os transtornos causados, pois Lisboa tem ao dispor outros locais mais apropriados para este tipo de acções.
5 – A Câmara Municipal de Lisboa, mais uma vez secundariza os interesses da cidade em prol de um impulso publicitário a uma marca.
Vem por isso o Grupo Municipal do PPM propor que a Assembleia Municipal, na sua reunião ordinária de 21 de Junho de 2011, delibere, criticar totalmente, junto do executivo camarário, o local onde foi realizado o Mega Piquenique Continente, prejudicando e desrespeitando, assim milhares de pessoas.
Lisboa, 21 de Junho de 2011
Pelo Grupo Municipal do PPM
Gonçalo da Camara Pereira
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Intervenção de Aline Hall sobre a demonstração financeiras 2010
Lisboa 7 de Junho de 2011
Aproveito esta oportunidade para, antes de dissertar sobre as contas da Câmara, parabenizar os colegas do CDS e do PSD pela vitória nas Legislativas. A esperança do PPM para reequilibrar o desaire que foram os últimos 6 anos renasceu, pese embora falte um elemento fundamental para essa AD fumcionar da melhor forma…
Agradecemos à Sra Vereadora das Finanças a sua disponibilidade para fazer todos os esclarecimentos.
Contudo,
É uma pena esta confusão com que a Câmara aprova as contas em sessão depois de as mandar para o Tribunal de Contas, no que diz respeito às da empresa municipal EGEAC, conforme nos foi demonstrado esmagadoramente pelo Sr Deputado Filipe Pontes, do PSD. É uma vergonha que assim aconteça na câmara principal do país. Só prova a falta de consideração que têm com o município, aliás, como outros dados esta ideia já aqui reforçaram e por outras forças políticas.
Com a agravante de a Sra Vereadora da Cultura ter estado de férias, numa atitude descontraída, como quem não tem que se preocupar com a empresa municipal que contém em si a maioria das actividades culturais da cidade, que estava na eminência de prestar contas, e fora do prazo…
Ou seja, enquanto a maioria dos portugueses anda a trabalhar todo o ano e tem uns míseros dias de férias em Agosto, a Sra Vereadora dá-se ao luxo de ir “gouvarinhar” um mês numa altura de fecho de contas do município… muito bom, este funcionamento camarário!
Mas esse nem é o maior problema. Vejamos:
Qual o papel desta ilustre assembleia? O de vigiar a Câmara Municipal de Lisboa no cumprimento dos seus deveres. Como poderá faze-lo se:
1 – a CML fez 23 alterações orçamentais em 2010 que não passaram pela Assembleia, como se não tivessem satisfações a dar a ninguém;
2 – Não há nenhum controlo no espaço público do Parque Expo que é só o espaço com maiores despesas municipais na capital, e ninguém sabe muito bem como aquilo é gerido, o que é o mesmo que dizer, não é transparente;
Além disso,
Quando este executivo camarário foi eleito, era suposto zelar pelos interesses da cidade e dos seus munícipes. O que provam as contas? Que sabem extorquir dinheiro aos munícipes, mas não sabem tomar conta dos interesses da cidade!
As receitas são obtidas a esmifrar o bolso dos contribuintes num total de, pelo menos, 552 milhões de Euros, entre a taxa de execução da Derrama, o IMI, entre outros!
O que fizeram os munícipes pelo Partido Socialista em Lisboa? Contribuíram nas receitas acima dos 127%. E o que fez o Partido Socialista pelos Munícipes?
Como já foi aqui referido pelo Partido Comunista,
A reabilitação urbana não chegouu a 16% do que estava estipulado;
A segurança dos cidadãos ficou na casa dos 20% (e não estamos a referir o “arraial” que foi este fim-de-semana sobre os jovens que estavam a fazer um protesto pacífico no Rossio contra os Sousa Neto e os Condes de Gouvarinho deste país);
O orçamento participativo, tão embandeirado pela Câmara, são uns míseros 27%,
E ainda desviam as freguesias a alguns dos munícipes que se identificam com elas, bem como a sua demarcação urbana!
Agora, cobrar o dinheiro que devem cobrar à ocupação da via pública, às rendas de concessão dos terrenos, ou acções similares, que poderiam arrecadar para cima de 70 milhões de euros, isso já fica para outrem!
Como se não bastasse, não cumprem, novamente, o que prometem: dos fogos que iriam vender e que contabilizavam em receita, cerca de 42% não foi vendido, o que são menos 62 milhões de euros que não estão no cofre; da venda de bens de investimento, em que ficaram 74% por cumprir, foram cerca de 69 milhões de euros que não beneficiaram as contas da CML.
Ou seja, a fazer o trabalho bem feito, foram, pelo menos, 228 milhões que poderiam ter entrado, e ficaram negligenciados à espera de um dia contribuírem para a receita municipal!
E os 19 milhões de euros perdoados à EPUL? NEM vamos voltar a esse terreno sinuoso, somos capazes de cair no abismo negro das políticas mal-explicadas…ainda por cima, com o endividamento de muitas empresas municipais!
Acima de tudo, a forma como este processo foi conduzido e os resultados apurados revelam, a ver do PPM, no mínimo, incompetência.
E fazemos a pergunta:
Será por estas, entre outras circunstâncias, que Paulo Morgado inspirou-se para realizar o seu livro de diálogos algo … “socráticos”, denominado “O Diabo e o Corrupto”?
Fica a questão literária.
E, por estarmos perto do 10 de Junho, faço aqui uma pequena homenagem a Lisboa e ao seu executivo camarário:
“Estavas, linda Lisboa, posta em sossego,
De teus anos colhendo (já não tão doce...) fruito,
Naquele engano socialista, cego e ledo,
Que o PS não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do rio Tejo,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes insinando e às ervinhas
O António que no peito escrito tinhas.
Do teu príncipe ali te respondiam
As esplanadas que na alma lhe moravam,
Que sempre ante à Praça do Comércio te traziam,
Quando dos teus olhos, benfiquistas se apartavam;
De noite, em doces sonhos que mentiam,
De dia, em mesas licenciadas que voavam;
E quanto, enfim, cuidava e quanto via
Eram tudo esbanjamentos de alegria.
De outras belas esplanadas estranhezas
Os desejados interesses enjeita,
Que tudo, enfim, puro cálculo, desprezas,
Quando um dinheirinho a mais a ti sujeita.
Vendo estas negociatas principescas,
O grande heróico António, que respeita
O murmurar do povo, e a fantasia
Da oposição, que o melhor de Lisboa só queria,
Tirar Lisboa ao PS determina
Pelo bem-estar dos munícipes que tem preso,
Crendo co sangue só da morte indina
Matar do firme vício o fogo aceso.
Que furor consentiu que a dívida fina,
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor das contas fosse alavancada
Contra üa fraca Lisboa delicada?”
O PPM conclui que, afinal, o que ainda nos vale é Camões...!
Aproveito esta oportunidade para, antes de dissertar sobre as contas da Câmara, parabenizar os colegas do CDS e do PSD pela vitória nas Legislativas. A esperança do PPM para reequilibrar o desaire que foram os últimos 6 anos renasceu, pese embora falte um elemento fundamental para essa AD fumcionar da melhor forma…
Agradecemos à Sra Vereadora das Finanças a sua disponibilidade para fazer todos os esclarecimentos.
Contudo,
É uma pena esta confusão com que a Câmara aprova as contas em sessão depois de as mandar para o Tribunal de Contas, no que diz respeito às da empresa municipal EGEAC, conforme nos foi demonstrado esmagadoramente pelo Sr Deputado Filipe Pontes, do PSD. É uma vergonha que assim aconteça na câmara principal do país. Só prova a falta de consideração que têm com o município, aliás, como outros dados esta ideia já aqui reforçaram e por outras forças políticas.
Com a agravante de a Sra Vereadora da Cultura ter estado de férias, numa atitude descontraída, como quem não tem que se preocupar com a empresa municipal que contém em si a maioria das actividades culturais da cidade, que estava na eminência de prestar contas, e fora do prazo…
Ou seja, enquanto a maioria dos portugueses anda a trabalhar todo o ano e tem uns míseros dias de férias em Agosto, a Sra Vereadora dá-se ao luxo de ir “gouvarinhar” um mês numa altura de fecho de contas do município… muito bom, este funcionamento camarário!
Mas esse nem é o maior problema. Vejamos:
Qual o papel desta ilustre assembleia? O de vigiar a Câmara Municipal de Lisboa no cumprimento dos seus deveres. Como poderá faze-lo se:
1 – a CML fez 23 alterações orçamentais em 2010 que não passaram pela Assembleia, como se não tivessem satisfações a dar a ninguém;
2 – Não há nenhum controlo no espaço público do Parque Expo que é só o espaço com maiores despesas municipais na capital, e ninguém sabe muito bem como aquilo é gerido, o que é o mesmo que dizer, não é transparente;
Além disso,
Quando este executivo camarário foi eleito, era suposto zelar pelos interesses da cidade e dos seus munícipes. O que provam as contas? Que sabem extorquir dinheiro aos munícipes, mas não sabem tomar conta dos interesses da cidade!
As receitas são obtidas a esmifrar o bolso dos contribuintes num total de, pelo menos, 552 milhões de Euros, entre a taxa de execução da Derrama, o IMI, entre outros!
O que fizeram os munícipes pelo Partido Socialista em Lisboa? Contribuíram nas receitas acima dos 127%. E o que fez o Partido Socialista pelos Munícipes?
Como já foi aqui referido pelo Partido Comunista,
A reabilitação urbana não chegouu a 16% do que estava estipulado;
A segurança dos cidadãos ficou na casa dos 20% (e não estamos a referir o “arraial” que foi este fim-de-semana sobre os jovens que estavam a fazer um protesto pacífico no Rossio contra os Sousa Neto e os Condes de Gouvarinho deste país);
O orçamento participativo, tão embandeirado pela Câmara, são uns míseros 27%,
E ainda desviam as freguesias a alguns dos munícipes que se identificam com elas, bem como a sua demarcação urbana!
Agora, cobrar o dinheiro que devem cobrar à ocupação da via pública, às rendas de concessão dos terrenos, ou acções similares, que poderiam arrecadar para cima de 70 milhões de euros, isso já fica para outrem!
Como se não bastasse, não cumprem, novamente, o que prometem: dos fogos que iriam vender e que contabilizavam em receita, cerca de 42% não foi vendido, o que são menos 62 milhões de euros que não estão no cofre; da venda de bens de investimento, em que ficaram 74% por cumprir, foram cerca de 69 milhões de euros que não beneficiaram as contas da CML.
Ou seja, a fazer o trabalho bem feito, foram, pelo menos, 228 milhões que poderiam ter entrado, e ficaram negligenciados à espera de um dia contribuírem para a receita municipal!
E os 19 milhões de euros perdoados à EPUL? NEM vamos voltar a esse terreno sinuoso, somos capazes de cair no abismo negro das políticas mal-explicadas…ainda por cima, com o endividamento de muitas empresas municipais!
Acima de tudo, a forma como este processo foi conduzido e os resultados apurados revelam, a ver do PPM, no mínimo, incompetência.
E fazemos a pergunta:
Será por estas, entre outras circunstâncias, que Paulo Morgado inspirou-se para realizar o seu livro de diálogos algo … “socráticos”, denominado “O Diabo e o Corrupto”?
Fica a questão literária.
E, por estarmos perto do 10 de Junho, faço aqui uma pequena homenagem a Lisboa e ao seu executivo camarário:
“Estavas, linda Lisboa, posta em sossego,
De teus anos colhendo (já não tão doce...) fruito,
Naquele engano socialista, cego e ledo,
Que o PS não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do rio Tejo,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes insinando e às ervinhas
O António que no peito escrito tinhas.
Do teu príncipe ali te respondiam
As esplanadas que na alma lhe moravam,
Que sempre ante à Praça do Comércio te traziam,
Quando dos teus olhos, benfiquistas se apartavam;
De noite, em doces sonhos que mentiam,
De dia, em mesas licenciadas que voavam;
E quanto, enfim, cuidava e quanto via
Eram tudo esbanjamentos de alegria.
De outras belas esplanadas estranhezas
Os desejados interesses enjeita,
Que tudo, enfim, puro cálculo, desprezas,
Quando um dinheirinho a mais a ti sujeita.
Vendo estas negociatas principescas,
O grande heróico António, que respeita
O murmurar do povo, e a fantasia
Da oposição, que o melhor de Lisboa só queria,
Tirar Lisboa ao PS determina
Pelo bem-estar dos munícipes que tem preso,
Crendo co sangue só da morte indina
Matar do firme vício o fogo aceso.
Que furor consentiu que a dívida fina,
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor das contas fosse alavancada
Contra üa fraca Lisboa delicada?”
O PPM conclui que, afinal, o que ainda nos vale é Camões...!
terça-feira, 3 de maio de 2011
INTERVENÇÃO DA DEPUTADA ALINE GALLASCH-HALL SOBRE A INFORMAÇÃO ESCRITA DO PRESIDENTE DA C.M.L. ACERCA DA ACTIVIDADE MUNICIPAL
Lisboa 3 de maio de 2011
O PPM fica perplexo com a aura de auto-elogio das informações escritas do Sr Presidente da Câmara. A Reforma Administrativa, que é o verdadeiro assassinato sem escrúpulos do municipalismo, é visto como um acto heróico de grande feito e com aval científico. Esquece-se que nem sempre os estudos científicos e estatísticos servem bem as pessoas. Os munícipes precisam de um contacto mais próximo com os seus Presidentes de Junta, numa necessidade de identificação, confiança e aproximação tão necessárias ao seu bem-estar! E lá se foi mais uma tradição humanista portuguesa, a ser apagada das ruas e bairros de Lisboa, e o Sr Presidente congratula-se...
Congratula-se também com as obras do Pátio da Galé, mas, em nenhum momento, se preocupou em recuperar ou estudar o local na realidade. Sim, porque há vestígios arqueológicos do antigo Paço da Ribeira, da Casa da Índia e até da Ópera do Tejo! No entanto, isso é completamente ignorado ou até desconhecido. Mas o que importa isso ao Sr Presidente? Quer é abrir esplanadas padronizadas e descaracterizar ainda mais o município! Mais um pouco e o Pátio da Galé se transformará numa feira popular sofisticada. Já que gosta tanto de estudos científicos e de basear as suas opções nos mesmos, porque não manda fazer um levantamento dos vestígios arqueológicos desses monumentos emblemáticos que foram da cidade e que estarão lá incorporados? Poderia fazer dali um complexo museológico, recuperando verdadeiramente o passado dos lisboetas e perpetuando-o para o futuro. Quiçá até mudar para esse espaço o Museu da Cidade, que merece mais dignidade e importância, pois é o museu que conta a história de Lisboa, testemunha todos os seus momentos e teria toda a lógica em estar instalado nos edifícios recuperados do antigo Paço, destruído com o Terramoto.
E o que faz o Sr Presidente? Povoa o espaço com restaurantes de luxo com algo que ninguém sabe bem o que seja, isso da “comfort food”, como lhe chama, para Português algo como “comida confortável”, que deve é causar um desconforto enorme na carteira dos Portugueses... Ah, já me esquecia, aquela zona é mesmo só para turista ver... e consumir...
Ou seja, o que faz é supor que tudo o que é cosmopolita e bem polido, tem um ar de modernidade... como se as imagens estrangeiradas transportassem consigo um cunho ou uma sensação de qualidade. Na nossa apreciação, que peço de empréstimo a Fernando Pessoa, isso chama-se “provincianismo”.
Quanto aos vários Planos de Pormenor pensados para a cidade, chamo a atenção, em particular, para o Plano de Salvaguarda da Área Envolvente do Palácio da Ajuda. Desejamos mesmo que seja para salvaguardar aquele património, porque já chegou a destruição feita nos anos 50 do século XX de parte da Real Barraca. A zona que não ardeu no incêndio a 10 de Novembro de 1794 foi destruída em nome do progresso, para construir a linha do eléctrico. Peço-lhe que mantenha a parte da ruína das antigas cozinhas da Real Barraca, uma das poucas construções que subsistiram do arquitecto Giovanni Carlo Sicinio Galli Bibiena, autor dos teatros de ópera de D. José e do risco da igreja da Memória. Estas ruínas, cujos azulejos já quase desapareceram na totalidade porque nunca foram devidamente cuidados, (embora nos anos 90 do século XX ainda se encontrassem “in situ”), constituem das poucas referências que não foram apagadas pelo incêndio mencionado, pelo tempo ou pela ignorância. Pedimos-lhe que preserve esse património na sua totalidade. E sim, é bom que faça um remate decente à fachada Poente do Palácio, que é uma vergonha. Não sei se sabe, Sr Presidente, mas habitualmente, chamam àquela fachada que está inacabada, esburacada, em péssimo estado, a fachada da República, em contraponto com a principal, que é a fachada da Monarquia. Magnânima, sólida, imponente, que transmite segurança, força e confiança, enquanto a fachada da República é aquela desgraça a desfazer-se, um pouco como vemos o regime actualmente. Em 37 anos, 3 vezes na bancarrota, é algo nunca visto na História de Portugal! E, curiosamente, sempre pelas mãos do PS. Parece que não têm amor nem consideração pelo país e pelos portugueses, só se preocupam com o poder e o dinheiro de forma gananciosa. A República deixou o país na miséria, agora nas mãos de entidades exteriores para sobreviver. Não para se desenvolver, repito, PARA SOBREVIVER. Foi para isso que mataram o rei, o príncipe herdeiro e deram um golpe de Estado completamente anti-democrático? Foi para isso que impuseram uma República que está completamente podre? Se era o caos que desejavam instalar no país, parabéns, conseguiram-no!
Com certeza o Sr Presidente vê agora uma boa oportunidade de mascarar a fachada republicana presente no lado Oeste do Palácio da Ajuda. Mas se tem de o fazer, então faça-o com dignidade, e preservando os vestígios arquitectónicos. É o mínimo que um Presidente da Câmara consciente pode fazer com um edifício tão importante da cidade e da História de Portugal.
E por falar em actos que deveriam ser conscientes, eis que vemos o nosso Presidente da Câmara, qual herói de banda-desenhada, capa e espada, ou só capa (de preferência cor-de-rosa), voando dos Paços do Concelho para... o Intendente. Benemérito, dá-se ao luxo de dispender 5.600€ de renda mensais, por 10 anos, quando tem o edifício dos Paços do Concelho completamente à disposição, mantendo-o apenas para “reuniõezinhas”. O que equivale a 672 mil euros de um gasto completamente supérfluo, desnecessário, que não intervém positivamente em nada na zona. Pelo contrário: já tínhamos dificuldades em ter mais residentes em Lisboa, devido à sua mudança essa dificuldade acentuou-se! Os prédios na zona aumentaram as rendas para o dobro! Deve ser para verem os seus lindos olhos, Sr Presidente. Pois foi isso que conseguiu com a mudança de instalações – inflaccionar preços de arrendamento, gastou sem dó dinheiro dos contribuintes, sem contabilizar ainda os gastos para instalar devidamente os serviços! Imagine-se o que não virá por aí!
Esses 672 mil euros não correspondem a nenhum investimento para reabilitar um edifício ou alguma estrutura no Intendente: é um gasto caprichoso só para pagar uma renda. Quando o Sr já tem uma casa, que lhe foi atribuída! Queria mudar-se, pagava do seu bolso e não com dinheiro dos munícipes! Os mesmos munícipes, Sr Presidente, que votaram em si para governar e orientar a cidade, e não para esbanjar o dinheiro deles com rendas absurdas, pagas por uma década, quando o Sr foi eleito apenas por 4 anos! Isso é abuso de poder! Isso é esbanjamento irresponsável do dinheiro do município! Isso é total irresponsabilidade e demagogia; é ser-se leviano com o dinheiro dos outros! Não foi para isso, definitivamente, que votaram em si.
Esta é a típica acção demagógica própria do PS: lembram-se de um caso semelhante, na cidade do Porto? Pois o PPM lembra-se na perfeição. O Sr Dr Nuno Cardoso achou por bem deslocar o centro camarário para a zona da Sé, uma parte muito degradada dos bairros históricos do Porto. Resultado: a zona continuou degradada, apesar de ter gasto dinheiro a “maquilhá-la” e continua a ser perigosamente (in)transitável, mesmo de dia.
Pois não queremos maquilhagem em Lisboa nem demagogia gratuita, Sr Presidente. Muito menos despesas supérfluas, vergonhosa e despudoradamente gastas nas suas deslocações para o Intendente. Por acaso o Sr vai lá ficar a dormir? Ou é só para passear de dia? Ou julga que a sua omnipresença é suficiente para melhorar toda aquela zona? Isso é ter-se em alta conta, não há dúvida!
O Sr Presidente diz-se ateu, mas quer-nos parecer que é exactamente ao contrário. Parece-me profundamente religioso. Inspira-se em Deus, julgando-se acima do juízo dos homens, e que as suas acções são perfeitas e imaculadas. Não é, Sr Presidente, não é Deus, nem pode ter pretensões de o ser. Não é omnipresente, pois à noite o Intendente vai continuar a ter os problemas que sempre teve, e nem a sua aura quase divina, emanando da antiga fábrica da Viúva Lamego e com a sua simbologia algo maçónica, poderá acabar com a criminalidade e os problemas sociais graves que ali se passam.
Julga-se, talvez, o Intendente Pina Manique do século XXI. Mas para isso, Sr Presidente, precisava de estar em outra categoria...
Só peço humildemente desculpa por uma referência que fiz, há meses atrás, sobre si, Sr Presidente. Afinal, não será à frente da Câmara Municipal que irão erguer-lhe uma estátua. Pelos vistos, será no Intendente ou, quiçá, será o Sr a própria inspiração à nova estátua da República, na Avenida do mesmo nome, concretizando a simbólica que, actualmente, é própria a esta República Portuguesa: pura demagogia, exaustiva retórica, deslumbrante espectáculo, total esbanjamento, absoluta indiferença social, entre outras tantas posições... Aconselhamos um livro, para inspiração na realização dessa obra-prima da estatuária portuguesa, que irá nascer para comemorar os 100 anos a cavar a cova de Portugal. Iconograficamente, poderá recorrer a Cesare Ripa. Sempre é melhor e mais digno que figuras de mulheres com ares badalhocos e barretes na cabeça...
Quase a terminar, uma palavra quanto à ecologia e espaços verdes – os espaços quase inexistentes da nossa cidade.
Refiro-me à Cerimónia de Comemorações do dia Mundial da Floresta. Para festas, o Sr Presidente está sempre pronto. Mas para plantar árvores e fazer uma proposta ecológica verdadeiramente revolucionária para a cidade de Lisboa, isso deixa para o Sr Vereador Sá Fernandes. Que também, não faz nada, a não ser andar de bicicleta. Ou melhor, mandar fazer pistas para bicicletas. Porque ninguém nunca o viu em cima de uma. Até desconfiamos no PPM que o Sr Vereador Sá Fernandes não sabe andar de bicicleta, apenas sonha à noite, ardentemente, em andar nelas, daí a sua obsessão por tantas ciclovias. Como diz o líder do meu grupo municipal, não é o vereador dos espaços verdes, mas dos espaços vermelhos – a cor dessas ciclovias!
Só posso concluir que o Sr Presidente é uma vítima, uma vítima do sistema; participa, sem perceber bem, na ruína do país. O Sr Presidente é a verdadeira figura da tragédia grega, ou seja, está mais próximo de uma personagem de Sófocles, do que de Aristófanes; limita-se a fazer o que os outros fazem – negócios cujas motivações são pouco claras e os lucros ao povo, nenhuns. Tudo numa grande tragédia à portuguesa que o nosso país, e a cidade em particular, se tornou.
Saúdinha, Sr Presidente, e que viva muitos anos para ver bem o que anda a fazer e passar a reformar convenientemente, o que é a sua obrigação. Falar menos, fazer mais, gastar menos, poupar mais. Isto beneficiaria a cidade em muito maior grau que as suas deslocações e mudanças de instalações desnecessárias.
È que todos nós somos responsáveis pelos nossos actos. Não só no imediato, mas principalmente para com as gerações vindouras, que nos julgarão. E que irão escolher se se orgulharão de nós ou se terão vergonha. E, de facto, actualmente os motivos de orgulho são muito poucos. Isso, sim, é a maior tragédia.
O PPM fica perplexo com a aura de auto-elogio das informações escritas do Sr Presidente da Câmara. A Reforma Administrativa, que é o verdadeiro assassinato sem escrúpulos do municipalismo, é visto como um acto heróico de grande feito e com aval científico. Esquece-se que nem sempre os estudos científicos e estatísticos servem bem as pessoas. Os munícipes precisam de um contacto mais próximo com os seus Presidentes de Junta, numa necessidade de identificação, confiança e aproximação tão necessárias ao seu bem-estar! E lá se foi mais uma tradição humanista portuguesa, a ser apagada das ruas e bairros de Lisboa, e o Sr Presidente congratula-se...
Congratula-se também com as obras do Pátio da Galé, mas, em nenhum momento, se preocupou em recuperar ou estudar o local na realidade. Sim, porque há vestígios arqueológicos do antigo Paço da Ribeira, da Casa da Índia e até da Ópera do Tejo! No entanto, isso é completamente ignorado ou até desconhecido. Mas o que importa isso ao Sr Presidente? Quer é abrir esplanadas padronizadas e descaracterizar ainda mais o município! Mais um pouco e o Pátio da Galé se transformará numa feira popular sofisticada. Já que gosta tanto de estudos científicos e de basear as suas opções nos mesmos, porque não manda fazer um levantamento dos vestígios arqueológicos desses monumentos emblemáticos que foram da cidade e que estarão lá incorporados? Poderia fazer dali um complexo museológico, recuperando verdadeiramente o passado dos lisboetas e perpetuando-o para o futuro. Quiçá até mudar para esse espaço o Museu da Cidade, que merece mais dignidade e importância, pois é o museu que conta a história de Lisboa, testemunha todos os seus momentos e teria toda a lógica em estar instalado nos edifícios recuperados do antigo Paço, destruído com o Terramoto.
E o que faz o Sr Presidente? Povoa o espaço com restaurantes de luxo com algo que ninguém sabe bem o que seja, isso da “comfort food”, como lhe chama, para Português algo como “comida confortável”, que deve é causar um desconforto enorme na carteira dos Portugueses... Ah, já me esquecia, aquela zona é mesmo só para turista ver... e consumir...
Ou seja, o que faz é supor que tudo o que é cosmopolita e bem polido, tem um ar de modernidade... como se as imagens estrangeiradas transportassem consigo um cunho ou uma sensação de qualidade. Na nossa apreciação, que peço de empréstimo a Fernando Pessoa, isso chama-se “provincianismo”.
Quanto aos vários Planos de Pormenor pensados para a cidade, chamo a atenção, em particular, para o Plano de Salvaguarda da Área Envolvente do Palácio da Ajuda. Desejamos mesmo que seja para salvaguardar aquele património, porque já chegou a destruição feita nos anos 50 do século XX de parte da Real Barraca. A zona que não ardeu no incêndio a 10 de Novembro de 1794 foi destruída em nome do progresso, para construir a linha do eléctrico. Peço-lhe que mantenha a parte da ruína das antigas cozinhas da Real Barraca, uma das poucas construções que subsistiram do arquitecto Giovanni Carlo Sicinio Galli Bibiena, autor dos teatros de ópera de D. José e do risco da igreja da Memória. Estas ruínas, cujos azulejos já quase desapareceram na totalidade porque nunca foram devidamente cuidados, (embora nos anos 90 do século XX ainda se encontrassem “in situ”), constituem das poucas referências que não foram apagadas pelo incêndio mencionado, pelo tempo ou pela ignorância. Pedimos-lhe que preserve esse património na sua totalidade. E sim, é bom que faça um remate decente à fachada Poente do Palácio, que é uma vergonha. Não sei se sabe, Sr Presidente, mas habitualmente, chamam àquela fachada que está inacabada, esburacada, em péssimo estado, a fachada da República, em contraponto com a principal, que é a fachada da Monarquia. Magnânima, sólida, imponente, que transmite segurança, força e confiança, enquanto a fachada da República é aquela desgraça a desfazer-se, um pouco como vemos o regime actualmente. Em 37 anos, 3 vezes na bancarrota, é algo nunca visto na História de Portugal! E, curiosamente, sempre pelas mãos do PS. Parece que não têm amor nem consideração pelo país e pelos portugueses, só se preocupam com o poder e o dinheiro de forma gananciosa. A República deixou o país na miséria, agora nas mãos de entidades exteriores para sobreviver. Não para se desenvolver, repito, PARA SOBREVIVER. Foi para isso que mataram o rei, o príncipe herdeiro e deram um golpe de Estado completamente anti-democrático? Foi para isso que impuseram uma República que está completamente podre? Se era o caos que desejavam instalar no país, parabéns, conseguiram-no!
Com certeza o Sr Presidente vê agora uma boa oportunidade de mascarar a fachada republicana presente no lado Oeste do Palácio da Ajuda. Mas se tem de o fazer, então faça-o com dignidade, e preservando os vestígios arquitectónicos. É o mínimo que um Presidente da Câmara consciente pode fazer com um edifício tão importante da cidade e da História de Portugal.
E por falar em actos que deveriam ser conscientes, eis que vemos o nosso Presidente da Câmara, qual herói de banda-desenhada, capa e espada, ou só capa (de preferência cor-de-rosa), voando dos Paços do Concelho para... o Intendente. Benemérito, dá-se ao luxo de dispender 5.600€ de renda mensais, por 10 anos, quando tem o edifício dos Paços do Concelho completamente à disposição, mantendo-o apenas para “reuniõezinhas”. O que equivale a 672 mil euros de um gasto completamente supérfluo, desnecessário, que não intervém positivamente em nada na zona. Pelo contrário: já tínhamos dificuldades em ter mais residentes em Lisboa, devido à sua mudança essa dificuldade acentuou-se! Os prédios na zona aumentaram as rendas para o dobro! Deve ser para verem os seus lindos olhos, Sr Presidente. Pois foi isso que conseguiu com a mudança de instalações – inflaccionar preços de arrendamento, gastou sem dó dinheiro dos contribuintes, sem contabilizar ainda os gastos para instalar devidamente os serviços! Imagine-se o que não virá por aí!
Esses 672 mil euros não correspondem a nenhum investimento para reabilitar um edifício ou alguma estrutura no Intendente: é um gasto caprichoso só para pagar uma renda. Quando o Sr já tem uma casa, que lhe foi atribuída! Queria mudar-se, pagava do seu bolso e não com dinheiro dos munícipes! Os mesmos munícipes, Sr Presidente, que votaram em si para governar e orientar a cidade, e não para esbanjar o dinheiro deles com rendas absurdas, pagas por uma década, quando o Sr foi eleito apenas por 4 anos! Isso é abuso de poder! Isso é esbanjamento irresponsável do dinheiro do município! Isso é total irresponsabilidade e demagogia; é ser-se leviano com o dinheiro dos outros! Não foi para isso, definitivamente, que votaram em si.
Esta é a típica acção demagógica própria do PS: lembram-se de um caso semelhante, na cidade do Porto? Pois o PPM lembra-se na perfeição. O Sr Dr Nuno Cardoso achou por bem deslocar o centro camarário para a zona da Sé, uma parte muito degradada dos bairros históricos do Porto. Resultado: a zona continuou degradada, apesar de ter gasto dinheiro a “maquilhá-la” e continua a ser perigosamente (in)transitável, mesmo de dia.
Pois não queremos maquilhagem em Lisboa nem demagogia gratuita, Sr Presidente. Muito menos despesas supérfluas, vergonhosa e despudoradamente gastas nas suas deslocações para o Intendente. Por acaso o Sr vai lá ficar a dormir? Ou é só para passear de dia? Ou julga que a sua omnipresença é suficiente para melhorar toda aquela zona? Isso é ter-se em alta conta, não há dúvida!
O Sr Presidente diz-se ateu, mas quer-nos parecer que é exactamente ao contrário. Parece-me profundamente religioso. Inspira-se em Deus, julgando-se acima do juízo dos homens, e que as suas acções são perfeitas e imaculadas. Não é, Sr Presidente, não é Deus, nem pode ter pretensões de o ser. Não é omnipresente, pois à noite o Intendente vai continuar a ter os problemas que sempre teve, e nem a sua aura quase divina, emanando da antiga fábrica da Viúva Lamego e com a sua simbologia algo maçónica, poderá acabar com a criminalidade e os problemas sociais graves que ali se passam.
Julga-se, talvez, o Intendente Pina Manique do século XXI. Mas para isso, Sr Presidente, precisava de estar em outra categoria...
Só peço humildemente desculpa por uma referência que fiz, há meses atrás, sobre si, Sr Presidente. Afinal, não será à frente da Câmara Municipal que irão erguer-lhe uma estátua. Pelos vistos, será no Intendente ou, quiçá, será o Sr a própria inspiração à nova estátua da República, na Avenida do mesmo nome, concretizando a simbólica que, actualmente, é própria a esta República Portuguesa: pura demagogia, exaustiva retórica, deslumbrante espectáculo, total esbanjamento, absoluta indiferença social, entre outras tantas posições... Aconselhamos um livro, para inspiração na realização dessa obra-prima da estatuária portuguesa, que irá nascer para comemorar os 100 anos a cavar a cova de Portugal. Iconograficamente, poderá recorrer a Cesare Ripa. Sempre é melhor e mais digno que figuras de mulheres com ares badalhocos e barretes na cabeça...
Quase a terminar, uma palavra quanto à ecologia e espaços verdes – os espaços quase inexistentes da nossa cidade.
Refiro-me à Cerimónia de Comemorações do dia Mundial da Floresta. Para festas, o Sr Presidente está sempre pronto. Mas para plantar árvores e fazer uma proposta ecológica verdadeiramente revolucionária para a cidade de Lisboa, isso deixa para o Sr Vereador Sá Fernandes. Que também, não faz nada, a não ser andar de bicicleta. Ou melhor, mandar fazer pistas para bicicletas. Porque ninguém nunca o viu em cima de uma. Até desconfiamos no PPM que o Sr Vereador Sá Fernandes não sabe andar de bicicleta, apenas sonha à noite, ardentemente, em andar nelas, daí a sua obsessão por tantas ciclovias. Como diz o líder do meu grupo municipal, não é o vereador dos espaços verdes, mas dos espaços vermelhos – a cor dessas ciclovias!
Só posso concluir que o Sr Presidente é uma vítima, uma vítima do sistema; participa, sem perceber bem, na ruína do país. O Sr Presidente é a verdadeira figura da tragédia grega, ou seja, está mais próximo de uma personagem de Sófocles, do que de Aristófanes; limita-se a fazer o que os outros fazem – negócios cujas motivações são pouco claras e os lucros ao povo, nenhuns. Tudo numa grande tragédia à portuguesa que o nosso país, e a cidade em particular, se tornou.
Saúdinha, Sr Presidente, e que viva muitos anos para ver bem o que anda a fazer e passar a reformar convenientemente, o que é a sua obrigação. Falar menos, fazer mais, gastar menos, poupar mais. Isto beneficiaria a cidade em muito maior grau que as suas deslocações e mudanças de instalações desnecessárias.
È que todos nós somos responsáveis pelos nossos actos. Não só no imediato, mas principalmente para com as gerações vindouras, que nos julgarão. E que irão escolher se se orgulharão de nós ou se terão vergonha. E, de facto, actualmente os motivos de orgulho são muito poucos. Isso, sim, é a maior tragédia.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
RECOMENDAÇÃO - FUTURA CONSTRUÇÃO DE EDIFICIO NO LARGO DO RATO
Lisboa 19 de abril de 2011
Sabendo que:
- O LARGO DO RATO é um lugar de profunda importância histórica na cidade de Lisboa;
- que em 1881 a Câmara de Lisboa delibera que passe a ter o nome de RUA DO RATO, para mudá-la em 1910 para PRAÇA DO BRASIL e novamente para LARGO DO RATO em 1948;
- O LARGO DO RATO acolheu um grande número de habitantes da cidade aquando do Terramoto de 1755, proporcionando-lhes segurança;
- O LARGO DO RATO, constitui um ponto de confluência de vários caminhos importantes da cidade de Lisboa, tornando-o um centro nevrálgico rodoviário;
onde desembocam lugares de cruzamentos e vários caminhos;
- Durante o século XVIII, com as reformas económicas promovidas por Sebastião de Carvalho e Melo, 1º Marquês de Pombal, instalaram-se algumas indústrias como a «REAL FÁBRICA DAS SEDAS» e a «REAL FÁBRICA DE LOIÇAS DO RATO»;
- Junto ao LARGO DO RATO está um importante reservatório e parte do Aqueduto das Águas Livres, uma das maiores e mais importantes obras de Engenharia já feitas em Portugal;
- NO mesmo LARGO DO RATO, encontramos imóveis de grande importância histórico-cultural, como o Chafariz do Rato, obra do séc. XVIII, atribuído ao engenheiro húngaro Carlos Mardel, também um dos responsáveis pela Baixa Pombalina, e o Palácio Palmela , actualmente sede da Procuradoria Geral da República; a sinagoga do Rato, imóvel de interesse público e um prédio Prémio Valmor;
- Foi aprovado, em sessão de Câmara, o licenciamento para a construção de um prédio da autoria de Manuel Aires Mateus e Frederico Valssassina que descaracteriza completamente aquela zona histórica e urbanística;
- Este prédio já suscitou a criação de movimentos contra a sua construção, nomeadamente o Movimento “Salvem o LARGO DO RATO” que no presente mês de Abril interpôs uma acção administrativa especial contra a Câmara de Lisboa;
- Este futuro edifício é extremamente polémico, tendo sofrido vários chumbos de licenças e anulações de decisões camarárias;
- Mesmo depois das alterações a nível de caves, comércio e fachadas, o edifício ainda precisa de estar inserido num plano de pormenor para aquela zona, que ainda não foi feito;
Assim, o grupo municipal do Partido Popular Monárquico propõe a esta digníssima Assembleia que, na sua reunião ordinária de 19 de Abril de 2011, delibere:
1- Solicitar à Câmara Municipal de Lisboa rever todo o projecto.
2- Enviar esta Recomendação aos Excelentíssimos Senhores:
- Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa
- Vereador do Urbanismo da CML, Arquitecto Manuel Salgado
Sabendo que:
- O LARGO DO RATO é um lugar de profunda importância histórica na cidade de Lisboa;
- que em 1881 a Câmara de Lisboa delibera que passe a ter o nome de RUA DO RATO, para mudá-la em 1910 para PRAÇA DO BRASIL e novamente para LARGO DO RATO em 1948;
- O LARGO DO RATO acolheu um grande número de habitantes da cidade aquando do Terramoto de 1755, proporcionando-lhes segurança;
- O LARGO DO RATO, constitui um ponto de confluência de vários caminhos importantes da cidade de Lisboa, tornando-o um centro nevrálgico rodoviário;
onde desembocam lugares de cruzamentos e vários caminhos;
- Durante o século XVIII, com as reformas económicas promovidas por Sebastião de Carvalho e Melo, 1º Marquês de Pombal, instalaram-se algumas indústrias como a «REAL FÁBRICA DAS SEDAS» e a «REAL FÁBRICA DE LOIÇAS DO RATO»;
- Junto ao LARGO DO RATO está um importante reservatório e parte do Aqueduto das Águas Livres, uma das maiores e mais importantes obras de Engenharia já feitas em Portugal;
- NO mesmo LARGO DO RATO, encontramos imóveis de grande importância histórico-cultural, como o Chafariz do Rato, obra do séc. XVIII, atribuído ao engenheiro húngaro Carlos Mardel, também um dos responsáveis pela Baixa Pombalina, e o Palácio Palmela , actualmente sede da Procuradoria Geral da República; a sinagoga do Rato, imóvel de interesse público e um prédio Prémio Valmor;
- Foi aprovado, em sessão de Câmara, o licenciamento para a construção de um prédio da autoria de Manuel Aires Mateus e Frederico Valssassina que descaracteriza completamente aquela zona histórica e urbanística;
- Este prédio já suscitou a criação de movimentos contra a sua construção, nomeadamente o Movimento “Salvem o LARGO DO RATO” que no presente mês de Abril interpôs uma acção administrativa especial contra a Câmara de Lisboa;
- Este futuro edifício é extremamente polémico, tendo sofrido vários chumbos de licenças e anulações de decisões camarárias;
- Mesmo depois das alterações a nível de caves, comércio e fachadas, o edifício ainda precisa de estar inserido num plano de pormenor para aquela zona, que ainda não foi feito;
Assim, o grupo municipal do Partido Popular Monárquico propõe a esta digníssima Assembleia que, na sua reunião ordinária de 19 de Abril de 2011, delibere:
1- Solicitar à Câmara Municipal de Lisboa rever todo o projecto.
2- Enviar esta Recomendação aos Excelentíssimos Senhores:
- Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa
- Vereador do Urbanismo da CML, Arquitecto Manuel Salgado
quarta-feira, 16 de março de 2011
DEBATE PÚBLICO SOBRE A REFORMA ADMINISTRATIVA DA CIDADE
INTERVENÇÃO DO DEPUTADO MUNICIPAL GONÇALO DA CAMARA PEREIRA NO DEBATE SOBRE A REFORMA ADMINISTRATIVA DA CIDADE (15 DE MARÇO DE 2011)
O PPM é o único partido que na sua génese é programaticamente municipalista, sempre se bateu por um novo reordenamento do território, uma descentralização do poder e consequente reforma administrativa dos municípios.
Foram os municípios com os seus forais que construíram o Portugal de hoje. “Os homens-bons” agora chamados “autarcas” continuam a oferecer-se inteiros de corpo e alma, para construir um mundo melhor que tanto ansiamos.
O autarca é aquele que está mais próximo do seu povo e com ele partilha as mesmas carências, os mesmos anseios, vivendo as mesmas ambições e frustrações.
Após o 25 de Abril de 1974, a Lei das Atribuições e competências das Autarquias e a Lei das Finanças Locais vieram restituir às populações a noção de que depende da sua mobilização e da sua vontade colectiva o quebrar-se o ciclo do subdesenvolvimento e o caminhar para novas fronteiras de bem-estar e paz social. O associativismo autárquico na sua forma mais primária que constituem as freguesias, veio despertar o espírito inventivo e de iniciativa que arrancou da modorra asfixiante tantos locais por este país fora e veio proporcionar melhor qualidade de vida às nossas populações. Com isto o autarca cresceu, tal como o filho que atinge a maioridade, quer dirigir o seu destino, quer sair da alçada dos progenitores e fazer o seu próprio caminho, escolher o seu próprio destino. Exige agora mais poderes porque se sente com capacidade para ir mais além na vontade filantrópica tradicional de proporcionar mais e melhor qualidade de vida aos seus fregueses, àqueles que formam o seu núcleo de vivência e de aproximação.
Somos pois a favor da descentralização do poder. Chegou a altura de atribuir a estes jovens mais competências para empreenderem os seus projectos de vida e desenvolvimento, pois já mostraram maturidade para isso. Já mostraram que conhecem as suas gentes, os seus anseios, as suas ambições, preocupações e carências.
Era isto que esperávamos desta Reforma Administrativa da Cidade de Lisboa. Enganámo-nos. Eis-nos, ao ver uma mãe que come os filhos que criou, confrontados com o fim de um sonho começado em Abril. O retomar da imposição da vontade do poder central sobre as populações de forma ditatorial. Os partidos impõem-se com os seus representantes e nomeados, à vontade de afirmação do poder mais nobre, que é o poder do povo.
Triste povo este que consegue acabar com os governadores civis, representantes do poder central nos Distritos e que traiçoeiramente lhes ceifam os seus líderes naturais. O fim das freguesias na cidade de Lisboa, porque é disto que se trata, e a constituição de 24 novas estruturas, sem ao menos saber quanto lhes vai custar e sem estudos que garantam os objectivos a alcançar, é uma aventura em que nos querem envolver, em que se adivinha o caos, mas que nos corta desde já a escolha do nosso próprio destino.
Lisboa 15 de Março de 2011
Gonçalo da Camara Pereira
Representante do Grupo Municipal do PPM
O PPM é o único partido que na sua génese é programaticamente municipalista, sempre se bateu por um novo reordenamento do território, uma descentralização do poder e consequente reforma administrativa dos municípios.
Foram os municípios com os seus forais que construíram o Portugal de hoje. “Os homens-bons” agora chamados “autarcas” continuam a oferecer-se inteiros de corpo e alma, para construir um mundo melhor que tanto ansiamos.
O autarca é aquele que está mais próximo do seu povo e com ele partilha as mesmas carências, os mesmos anseios, vivendo as mesmas ambições e frustrações.
Após o 25 de Abril de 1974, a Lei das Atribuições e competências das Autarquias e a Lei das Finanças Locais vieram restituir às populações a noção de que depende da sua mobilização e da sua vontade colectiva o quebrar-se o ciclo do subdesenvolvimento e o caminhar para novas fronteiras de bem-estar e paz social. O associativismo autárquico na sua forma mais primária que constituem as freguesias, veio despertar o espírito inventivo e de iniciativa que arrancou da modorra asfixiante tantos locais por este país fora e veio proporcionar melhor qualidade de vida às nossas populações. Com isto o autarca cresceu, tal como o filho que atinge a maioridade, quer dirigir o seu destino, quer sair da alçada dos progenitores e fazer o seu próprio caminho, escolher o seu próprio destino. Exige agora mais poderes porque se sente com capacidade para ir mais além na vontade filantrópica tradicional de proporcionar mais e melhor qualidade de vida aos seus fregueses, àqueles que formam o seu núcleo de vivência e de aproximação.
Somos pois a favor da descentralização do poder. Chegou a altura de atribuir a estes jovens mais competências para empreenderem os seus projectos de vida e desenvolvimento, pois já mostraram maturidade para isso. Já mostraram que conhecem as suas gentes, os seus anseios, as suas ambições, preocupações e carências.
Era isto que esperávamos desta Reforma Administrativa da Cidade de Lisboa. Enganámo-nos. Eis-nos, ao ver uma mãe que come os filhos que criou, confrontados com o fim de um sonho começado em Abril. O retomar da imposição da vontade do poder central sobre as populações de forma ditatorial. Os partidos impõem-se com os seus representantes e nomeados, à vontade de afirmação do poder mais nobre, que é o poder do povo.
Triste povo este que consegue acabar com os governadores civis, representantes do poder central nos Distritos e que traiçoeiramente lhes ceifam os seus líderes naturais. O fim das freguesias na cidade de Lisboa, porque é disto que se trata, e a constituição de 24 novas estruturas, sem ao menos saber quanto lhes vai custar e sem estudos que garantam os objectivos a alcançar, é uma aventura em que nos querem envolver, em que se adivinha o caos, mas que nos corta desde já a escolha do nosso próprio destino.
Lisboa 15 de Março de 2011
Gonçalo da Camara Pereira
Representante do Grupo Municipal do PPM
terça-feira, 8 de março de 2011
INTERVENÇÃO DA DEPUTADA ALINE GALLASCH-HALL SOBRE A INFORMAÇÃO ESCRITA DO PRESIDENTE (NOVEMBRO, DEZEMBRO DE 2010 E JANEIRO DE 2011)
Boa tarde,
Antes de opinar sobre a sua informação escrita, Sr Presidente, permita-me fazer uma singela observação. Folgo em vê-lo bem-disposto, com certeza ainda serão resquícios da sua satisfação pelo jogo Benfica-Sporting, onde o seu clube saiu vencedor. Como sportinguista, devo dizer que vejo isso como a lei da compensação: o Benfica ganha jogos mas, em compensação, o Sporting é capaz de ganhar uns milhões da Câmara...
É um pouco o que sinto em relação à sua informação escrita: provoca-me olheiras. Mas, em compensação, delicio-me ao lê-la.
Principalmente porque aprendo algumas lições. Uma delas, que ser-me-á muito útil aquando, na minha vida profissional, corrigir trabalhos dos alunos, é perceber como, sem se fazer absolutamente nada, dá-se a impressão que se faz alguma coisa.
Esta informação escrita diz respeito ao período entre 15 de Novembro e 31 de Janeiro, ou seja, a altura natalícia. Pelo volume de trabalho aqui adivinhado pergunto-me, para quê Pai Natal e a rena Rodolfo, quando temos o Sr Presidente e as bicicletas do Sr Vereador Sá Fernandes?
Comecemos pela Reforma Administrativa da Cidade. Sinceramente, se era para esperar 50 anos e ficar com esta reforma, de divisão de águas para a direita e para a esquerda, como Moisés com o seu cajado à beira Tejo, era preferível esperar mais alguns anos...mas toda a gente sabe a opinião do PPM sobre esta Reforma, não irei alongar-me sobre este ponto. De qualquer forma, ainda não está concretizada, e achamos curioso que mencione o debate público de Novembro de 2010, quando a grande maioria dos presentes não era público geral, mas funcionários camarários que, por acaso, também estavam a fazer uma acção de formação. Debate esse divulgado dois dias depois de ter acontecido, como cheguei a ver, na Praça de Espanha e na Columbano Bordalo Pinheiro, colocarem cartazes para publicitarem tardiamente o evento. É o bom funcionamento do espírito natalício, com certeza...
Menciona, e passo a citar, que “uma reforma como esta não se faz a régua e esquadro”. Claro que não. E, apesar de o Sr Presidente ser ateu, na realidade dividiu a cidade em duas, como no exemplo bíblico, mas sem perder a dimensão centro, como se fosse um novo mapa cor-de-rosa, 120 anos depois.
Contudo, exaltamos não só este executivo, que finalizou um longo processo, mas os anteriores executivos camarários, pelas obras de desvio dos esgotos da ETAR de Alcântara. Ainda não há ostras nem golfinhos no Tejo, mas a cidade já recuperou alguma da sua dignidade e, com certeza, nós agradecemos por isso.
E, para não pensar que só vemos vários pontos negativos e só um positivo do seu executivo, acrescentamos a parabenização pela candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade. É-nos cara a atenção dada à Cultura e em boa hora foi feita esta lembrança. Louvamos todos os esforços que têm sido feitos em prol de algo que é maior que nós e acaba por consubstanciar a alma portuguesa. E, isso sim, é digno de aplausos.
Quanto à Frente Tejo, gostaríamos de perceber as vantagens da participação no capital social da mesma. Parece que será apenas a de lançar dinheiro sem se perceber o retorno e, obviamente, a criação de 1 ou 2 lugares de Administração para mais alguns “boys”...
A criação da incubadora de empresas, que visa um aumento dos postos de trabalho e de riqueza para a cidade de Lisboa, deixa-nos muito expectantes e, obviamente, atentos. Esperemos que se concretize, como é sugerido.
Por fim, como era óbvio e expectável, a parte mais preciosa de toda a informação escrita: o ponto 7, relativo ao “Concurso de concepção para a elaboração do projecto de um monumento comemorativo do Centenário da Implantação da República Portuguesa”.
Para além de não saberem fazer contas – afinal, “Centenário” diz respeito a 100 anos, e não a 101 – estão muito generosos e não imaginam o que fazer ao dinheiro. Pelos vistos, a Sr.a Vereadora das Finanças anda enganada, e a Câmara não tem problemas financeiros nenhuns!
Sugiro que, invés de nos espetarem com mais poluição visual sem qualquer originalidade – não fossem ter imitado os franceses para criarem a imagem da República Portuguesa (cá entre nós, deve ser um fetiche republicano qualquer, mulheres com peito desnudo e barretes na cabeça) – dizia, sugiro que apliquem esse montante na recuperação e limpeza das várias estátuas da cidade. Isso sim, seria honrar a cultura e a arte urbanas. E as pessoas de bom-gosto agradeceriam.
Porque é muito triste ver dinheiro assim esbanjado com uma instituição moribunda, podre, polémica, incompetente, corrupta, como esta “Relespública” tem demonstrado ser. O povo, definitivamente, não está satisfeito.
E ainda há quem queira levantar ídolos a uma espécie de deus com morte anunciada!
Tenham juízo, senhores. Há prioridades e erguer estátuas não é uma delas!
lISBOA1 DE MARÇO DE 2011
Antes de opinar sobre a sua informação escrita, Sr Presidente, permita-me fazer uma singela observação. Folgo em vê-lo bem-disposto, com certeza ainda serão resquícios da sua satisfação pelo jogo Benfica-Sporting, onde o seu clube saiu vencedor. Como sportinguista, devo dizer que vejo isso como a lei da compensação: o Benfica ganha jogos mas, em compensação, o Sporting é capaz de ganhar uns milhões da Câmara...
É um pouco o que sinto em relação à sua informação escrita: provoca-me olheiras. Mas, em compensação, delicio-me ao lê-la.
Principalmente porque aprendo algumas lições. Uma delas, que ser-me-á muito útil aquando, na minha vida profissional, corrigir trabalhos dos alunos, é perceber como, sem se fazer absolutamente nada, dá-se a impressão que se faz alguma coisa.
Esta informação escrita diz respeito ao período entre 15 de Novembro e 31 de Janeiro, ou seja, a altura natalícia. Pelo volume de trabalho aqui adivinhado pergunto-me, para quê Pai Natal e a rena Rodolfo, quando temos o Sr Presidente e as bicicletas do Sr Vereador Sá Fernandes?
Comecemos pela Reforma Administrativa da Cidade. Sinceramente, se era para esperar 50 anos e ficar com esta reforma, de divisão de águas para a direita e para a esquerda, como Moisés com o seu cajado à beira Tejo, era preferível esperar mais alguns anos...mas toda a gente sabe a opinião do PPM sobre esta Reforma, não irei alongar-me sobre este ponto. De qualquer forma, ainda não está concretizada, e achamos curioso que mencione o debate público de Novembro de 2010, quando a grande maioria dos presentes não era público geral, mas funcionários camarários que, por acaso, também estavam a fazer uma acção de formação. Debate esse divulgado dois dias depois de ter acontecido, como cheguei a ver, na Praça de Espanha e na Columbano Bordalo Pinheiro, colocarem cartazes para publicitarem tardiamente o evento. É o bom funcionamento do espírito natalício, com certeza...
Menciona, e passo a citar, que “uma reforma como esta não se faz a régua e esquadro”. Claro que não. E, apesar de o Sr Presidente ser ateu, na realidade dividiu a cidade em duas, como no exemplo bíblico, mas sem perder a dimensão centro, como se fosse um novo mapa cor-de-rosa, 120 anos depois.
Contudo, exaltamos não só este executivo, que finalizou um longo processo, mas os anteriores executivos camarários, pelas obras de desvio dos esgotos da ETAR de Alcântara. Ainda não há ostras nem golfinhos no Tejo, mas a cidade já recuperou alguma da sua dignidade e, com certeza, nós agradecemos por isso.
E, para não pensar que só vemos vários pontos negativos e só um positivo do seu executivo, acrescentamos a parabenização pela candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade. É-nos cara a atenção dada à Cultura e em boa hora foi feita esta lembrança. Louvamos todos os esforços que têm sido feitos em prol de algo que é maior que nós e acaba por consubstanciar a alma portuguesa. E, isso sim, é digno de aplausos.
Quanto à Frente Tejo, gostaríamos de perceber as vantagens da participação no capital social da mesma. Parece que será apenas a de lançar dinheiro sem se perceber o retorno e, obviamente, a criação de 1 ou 2 lugares de Administração para mais alguns “boys”...
A criação da incubadora de empresas, que visa um aumento dos postos de trabalho e de riqueza para a cidade de Lisboa, deixa-nos muito expectantes e, obviamente, atentos. Esperemos que se concretize, como é sugerido.
Por fim, como era óbvio e expectável, a parte mais preciosa de toda a informação escrita: o ponto 7, relativo ao “Concurso de concepção para a elaboração do projecto de um monumento comemorativo do Centenário da Implantação da República Portuguesa”.
Para além de não saberem fazer contas – afinal, “Centenário” diz respeito a 100 anos, e não a 101 – estão muito generosos e não imaginam o que fazer ao dinheiro. Pelos vistos, a Sr.a Vereadora das Finanças anda enganada, e a Câmara não tem problemas financeiros nenhuns!
Sugiro que, invés de nos espetarem com mais poluição visual sem qualquer originalidade – não fossem ter imitado os franceses para criarem a imagem da República Portuguesa (cá entre nós, deve ser um fetiche republicano qualquer, mulheres com peito desnudo e barretes na cabeça) – dizia, sugiro que apliquem esse montante na recuperação e limpeza das várias estátuas da cidade. Isso sim, seria honrar a cultura e a arte urbanas. E as pessoas de bom-gosto agradeceriam.
Porque é muito triste ver dinheiro assim esbanjado com uma instituição moribunda, podre, polémica, incompetente, corrupta, como esta “Relespública” tem demonstrado ser. O povo, definitivamente, não está satisfeito.
E ainda há quem queira levantar ídolos a uma espécie de deus com morte anunciada!
Tenham juízo, senhores. Há prioridades e erguer estátuas não é uma delas!
lISBOA1 DE MARÇO DE 2011
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