PPM, CDS-PP, MPT e PSD apresentam, hoje Recomendação para atribuição de instalações,sede em Lisboa para Fundação António Quadros,Cultura e Pensamento.
A Fundação António Quadros, Cultura e Pensamento fundada em 2009, após 15 anos de formação, trabalho intenso de actividade e angariação de espólio, tem por fim o estudo, divulgação e aprofundamento do Pensamento e Obra de António Quadros, de seus pais, Fernanda de Castro e António Ferro além de outras personalidades de mérito, através de acções de carácter Cultural, Artístico, Científico, Educativo e Social com especial enfoque nas áreas da Cultura Popular, Literária, Histórica e, do Estudo do Pensamento Filosófico em Portugal.
António Quadros foi um escritor e filósofo português. Nasceu em Lisboa a 14 de Julho de 1923 e morreu na mesma cidade no dia 21 de Março de 1993. Pertenceu ao Grupo da Filosofia Portuguesa na companhia de Álvaro Ribeiro, José Marinho, Afonso Botelho, entre outros que influenciaram de forma indelével a cultura nacional na segunda metade do sec. XX, deixando às futuras gerações uma filosofia de índole portuguesa na busca de um Portugal universal, imortal, transcendental, como demonstra o poema Portugal Ser Profundo:
Ó Portugal que foste
Que foste Grande no Mundo
Abre as asas, abre as velas
Revela o teu Ser profundo
Sei que estás adormecido
Com um sono como a morte
Mas para morrer ainda é cedo
Ainda não o quer a sorte
(…)
Portugal ainda somos
Porque a semente que outrora
Germinou em terra ingrata
Há de reviver agora
Em cada volta do tempo
De novo começa o mundo
Ó juventude redescobre
O Portugal Ser Profundo
O Pensamento de António Quadros, atinge grande intensidade na sua obra - Portugal, Razão e Mistério (1986/1987), livro obrigatório a quem deseja reencontrar Portugal.
Dirigiu as revistas de cultura e filosofia Acto, 57, Espiral e ainda a colecção "Biblioteca Breve" (ICALP). Da sua vasta e diversificada bibliografia destacam-se A Existência Literária, (1959) O Movimento do Homem, (1963) Ficção e Espírito (1971) e os dois volumes de Portugal Razão e Mistério (1986-1987).
António Quadros, grande impulsionador das Bibliotecas Itenerantes da Fundação Calouste Gulbenkian que levaram a cultura a esse Portugal profundo, colaborou também nos jornais Diário de Notícias, Diário Popular, Jornal de Letras, bem como nas revistas Ler, Rumo, Nova Renascença, Persona, Colóquio, Contravento, Litoral, Atlântico, Unicórnio, etc.
António Quadros foi um dos fundadores do IADE, Instituto que dirigiu, criando ineditamente e leccionando a disciplina de História de Arte. Foi membro da INSEA (International Society for Education through Art), órgão consultivo da UNESCO, de que foi delegado em Portugal até 1981, e membro da Fundação Europeia de Cultura.
Quando morreu, o país fez silêncio, ficando célebres as homengens na Assembleia da República e os discursos de Manuel Alegre, Rui Carp, Adriano Moreira e de todos os restantes representantes de todos os grupos politicos.
Ora sabendo que:
- A Fundação foi reconhecida no dia 25 de Fevereiro de 2011 como Instituição de Utilidade Pública e a 10 de Março de 2011, por deliberação da Presidência do Conselho de Ministros, foi decretado o Estatuto de Utilidade Pública.
- O espólio da Fundação é constituído por um vasto e importante acervo bibliográfico e documental impresso e manuscrito. (valiosa biblioteca, documentos dos espólios dos três escritores doados pelos seus herdeiros, nomeadamente os manuscritos das suas obras, alguns deles inéditos, correspondência, fotografias, catálogos de exposições, monografias, revistas, recortes de imprensa, obras de arte, diplomas, medalhística, objectos pessoais, etc...)
- O acervo da Biblioteca que compreende actualmente 4.224 obras e, ainda uma importante colecção de periódicos, é de utilização pública, gratuita e especializada nas áreas da Filosofia, da Literatura, da História Contemporânea, do Teatro, da Poesia e da Arte Popular.
- Graças a uma equipa técnica apoiada por diversos voluntários, a Fundação prossegue, subsidiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o tratamento do Arquivo e da Biblioteca.
- a Fundação apoiou e participou, desde o início de 2010, em cerca de 70 trabalhos de investigação abrangendo temáticas como: Aldeia Mais Portuguesa de Portugal - Arte Contemporânea - Arte Popular - Ciclo de Arte Moderna - Cinema - Escultura Portuguesa - Exposição do Mundo Português - Jornal 57 - Mar Alto - Museu de Arte Popular - Música Ligeira - Organização de Arquivos Históricos - Parques Infantis - Pousadas de Portugal - O Primeiro Modernismo - Revista Orpheu - Secretariado da Propaganda Nacional (SPN) - Secretariado Nacional de Informação e Turismo (SNI) - Teatro Novo - Turismo - Verde-Gaio e personalidades como: Agostinho da Silva - Alfredo Guisado - António de Oliveira Salazar - António de Spínola - António Ferro - António Quadros - Artur Paredes - Bernardo Marques - Carlota de Serpa Pinto - Delfim Santos - Fernanda de Castro - Fernando Pessoa - Francis Graça - Francisco Ribeiro - Henrique Galvão - José Carlos Ary dos Santos - José Carneiro Pacheco - José Coelho Pacheco - Josephine Baker - Leitão de Barros - Leonardo Coimbra - Luisa Grande (Luzia) - Mircea Eliade - Natália Correia - Raul Leal - Ruy Coelho - Sarah Affonso - Sebastião da Gama - Teixeira Cabral - Veiga de Macedo - Virgínia Victorino.
- A Fundação prepara actualmente, com algumas Universidades, importantes programas de estágios, que tanta falta fazem, para apresentação ao corpo discente de diversos cursos.
- Instituído pela Fundação António Quadros, Cultura e Pensamento, o Prémio António Quadros foi criado para distinguir, encorajar e divulgar o pensamento português nas suas múltiplas expressões e géneros, tarefa a que o filósofo dedicou grande parte da sua actividade intelectual. Em 2011, foi atribuído a uma obra na área da Filosofia.
- A maior dificuldade que a Fundação atravessa é a falta de um espaço para acolher não só os serviços administrativos mas, também o seu extenso espólio de forma a permitir o respectivo tratamento arquivístico e a sua disponibilização a um público cada vez maior e mais exigente, bem como a gestão e realização dos projectos a que se propõe e que definem a natureza da Fundação.
Os Grupos Municipais do PPM, do CDS-PP, MPT e PSD propõem a esta digníssima Assembleia que, na sua reunião ordinária de 13 de Dezembro de 2011, delibere:
1. Solicitar à Câmara Municipal de Lisboa que, em sequência da decisão tomada pela Secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros, reconheça o valor público da Fundação António Quadros-Cultura e Pensamento e lhe conceda uma sede - espaço em Lisboa com as características necessárias para acolher e tratar o seu avultado acervo bibliográfico e documental e proceder ás suas restantes actividades.
2. Solicitar ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, que intervenha junto da Vereadora da Cultura, Dra. Catarina Vaz Pinto a fim de agilizar o processo de cedência de espaço para sede já anteriormente requerido por esta Fundação.
Enviar esta Recomendação ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Cultura, Dr. Francisco José Viegas.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
POR UM TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO EM LISBOA
Considerando a intenção do governo de encerrar o único Hospital Pediátrico de Lisboa (Hospital Dona Estefânia), e inserir as suas valências no futuro Hospital de Todos-os-Santos juntamente com adultos, sabendo que de antemão que esta junção vai diminuir drasticamente a qualidade dos tratamentos realizados às crianças.
Considerando que todas as capitais Europeias têm Hospitais pediátricos, que até mesmo no nosso país, Porto e Coimbra, têm Hospitais dedicados exclusivamente a crianças.
Considerando as declarações feitas ao jornal o Público, pelo Arquiteto Souto Moura, (responsável pelo projecto do novo Hospital de Todos os Santos), após ganhar o prémio Pritzker 2011, afirmando que é uma vergonha nacional o que pretendem fazer. E que sempre que recomeça o projecto tem de acrescentar em altura.
Considerando que na discussão pública do PDM foi proposto por vários cidadãos a reserva de um terreno, junto ao futuro Hospital de Todos os Santos, para construção de um novo Hospital Pediátrico, e que o executivo da Câmara Municipal de Lisboa rejeitou.
Considerando as várias Moções e recomendações aprovadas por unanimidade nesta assembleia referentes a este assunto e tendo em conta a necessidade de um espaço para construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, que deverá ser edificado de acordo com os padrões modernos internacionais exigíveis, vem o Grupo Municipal do PPM propor a esta digníssima Assembleia que, na sua reunião ordinária de 13 de Dezembro de 2011, delibere:
1- Que na sede de discusão do PDM de Lisboa, seja consignado um espaço de terreno necessário e autónomo para a construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa junto ao futuro Hospital de Todos os Santos.
2- Enviar esta moção a:
- Ao Exmo. Senhor Presidente da República, Dr. Anibal Cavaco Silva
- Ao Exmo. Senhor 1º Ministro Dr. Pedro Passos Coelho
-Ao Exmo. Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo
- Todo o executivo camarário.
- A todos os Partidos com assento parlamentar.
Lisboa, 13 de Dezembro de 2011
Pelo Grupo Municipal do PPM
Gonçalo da Camara Pereira
Considerando que todas as capitais Europeias têm Hospitais pediátricos, que até mesmo no nosso país, Porto e Coimbra, têm Hospitais dedicados exclusivamente a crianças.
Considerando as declarações feitas ao jornal o Público, pelo Arquiteto Souto Moura, (responsável pelo projecto do novo Hospital de Todos os Santos), após ganhar o prémio Pritzker 2011, afirmando que é uma vergonha nacional o que pretendem fazer. E que sempre que recomeça o projecto tem de acrescentar em altura.
Considerando que na discussão pública do PDM foi proposto por vários cidadãos a reserva de um terreno, junto ao futuro Hospital de Todos os Santos, para construção de um novo Hospital Pediátrico, e que o executivo da Câmara Municipal de Lisboa rejeitou.
Considerando as várias Moções e recomendações aprovadas por unanimidade nesta assembleia referentes a este assunto e tendo em conta a necessidade de um espaço para construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, que deverá ser edificado de acordo com os padrões modernos internacionais exigíveis, vem o Grupo Municipal do PPM propor a esta digníssima Assembleia que, na sua reunião ordinária de 13 de Dezembro de 2011, delibere:
1- Que na sede de discusão do PDM de Lisboa, seja consignado um espaço de terreno necessário e autónomo para a construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa junto ao futuro Hospital de Todos os Santos.
2- Enviar esta moção a:
- Ao Exmo. Senhor Presidente da República, Dr. Anibal Cavaco Silva
- Ao Exmo. Senhor 1º Ministro Dr. Pedro Passos Coelho
-Ao Exmo. Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo
- Todo o executivo camarário.
- A todos os Partidos com assento parlamentar.
Lisboa, 13 de Dezembro de 2011
Pelo Grupo Municipal do PPM
Gonçalo da Camara Pereira
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
FOMOS VISITAR O BAIRRO DO CALHAU
O Grupo Municipal do PPM foi alertado por uma residente do Bairro do Calhau, localizado na Freguesia de S. Domingos de Benfica, para falta de segurança que se vive naquele bairro.
O Grupo Municipal do PPM foi visitar o Bairro e constatou o seguinte:
- Que os moradores deste bairro se encontram isolados entre a Radial de Benfica e Monsanto.
- Que dispõem apenas de um autocarro, o número 70, para fazer a ligação entre a zona e o resto da cidade. Este autocarro circula apenas algumas vezes por dia e o horário não vai para além das 20h, sendo o único meio de transporte público para estes moradores. Esta situação pode tornar-se mais grave quando a Carris estuda a hipótese de terminar com esta carreira.
- Que junto ao Bairro circula a linha férrea e para se dirigirem às restantes zonas daquela freguesia, os moradores têm de atravessar a passagem pedonal que atravessa a linha férrea. Esta passagem aérea encontra-se por vezes mal iluminada, sendo difícil atravessar naquela zona, particularmente os moradores mais idosos, que aliás constituem a maioria da população daquela zona.
- Que uma das principais queixas dos moradores é a falta de segurança. Os moradores queixam-se de falta de policiamento ou da ausência de carros de patrulha naquela zona. O vandalismo é prática corrente e as queixas de violência têm aumentado. As ruas têm pouca iluminação o que contribui para o sentimento de insegurança.
- Que os poucos espaços comerciais que existem estão ao abandono, sendo pertence da Câmara Municipal, cujas rendas exigidas não são sustentáveis naquela zona. Os habitantes queixam-se da falta de lojas, mercearias ou mesmo cafés.
Amanhã será apresentada uma recomendação em sessão ordinária da Assembleia Municipal para alertar o executivo camarário deste problema. Esperamos com isto poder melhorar as condições de vida destes munícipes.
O Grupo Municipal do PPM foi visitar o Bairro e constatou o seguinte:
- Que os moradores deste bairro se encontram isolados entre a Radial de Benfica e Monsanto.
- Que dispõem apenas de um autocarro, o número 70, para fazer a ligação entre a zona e o resto da cidade. Este autocarro circula apenas algumas vezes por dia e o horário não vai para além das 20h, sendo o único meio de transporte público para estes moradores. Esta situação pode tornar-se mais grave quando a Carris estuda a hipótese de terminar com esta carreira.
- Que junto ao Bairro circula a linha férrea e para se dirigirem às restantes zonas daquela freguesia, os moradores têm de atravessar a passagem pedonal que atravessa a linha férrea. Esta passagem aérea encontra-se por vezes mal iluminada, sendo difícil atravessar naquela zona, particularmente os moradores mais idosos, que aliás constituem a maioria da população daquela zona.
- Que uma das principais queixas dos moradores é a falta de segurança. Os moradores queixam-se de falta de policiamento ou da ausência de carros de patrulha naquela zona. O vandalismo é prática corrente e as queixas de violência têm aumentado. As ruas têm pouca iluminação o que contribui para o sentimento de insegurança.
- Que os poucos espaços comerciais que existem estão ao abandono, sendo pertence da Câmara Municipal, cujas rendas exigidas não são sustentáveis naquela zona. Os habitantes queixam-se da falta de lojas, mercearias ou mesmo cafés.
Amanhã será apresentada uma recomendação em sessão ordinária da Assembleia Municipal para alertar o executivo camarário deste problema. Esperamos com isto poder melhorar as condições de vida destes munícipes.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Grupo Municipal do PPM recebeu a Plataforma cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico em Lisboa
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
FIM DA RECOLHA DE LIXO AO SÁBADO?
Lisboa 8 de Novembro de 2011
Nestes últimos dias têm vindo a público algumas noticias que para o Grupo Municipal do PPM são muito preocupantes e que merece a nossa melhor atenção.
Uma delas é a intenção do Senhor Presidente da Câmara, reduzir o horário de trabalho para 4 dias por semana, de alguns serviços, com um corte salarial de 20% do vencimento base. O Senhor presidente diz que esta medida só será aplicada com a concordância dos trabalhadores. Ora se estes funcionários já vão sofrer de uma redução salarial de 5% e da suspensão nos próximos 2 anos do subsídio de férias e de natal, não nos parece que vá ter alguma anuimento. Então o governo, no sentido de aumentar a produtividade e a competitividade quer aumentar o horário de trabalho diário em mais 30 minutos e o Senhor Dr. António Costa quer agora quer diminuir para menos 1 dia por semana. Parece-nos que está um bocadinho confuso…
Outra situação é a extinção do serviço remunerado dos agentes da PSP nos estabelecimentos nocturnos na Zona do Bairro Alto. Toda a gente sabe que esta zona é uma zona em que a segurança durante a noite é essencial. É uma zona onde passam milhares de jovens e turistas durante a noite, onde há tráfico de droga e assaltos,não nos parece de todo correcto estar a extinguir o policiamento nesta zona histórica da cidade. É obrigação da autarquia dar um mínimo de segurança aos residentes e aos visitantes que por ali passam.
O Grupo Municipal do PPM apresenta hoje uma moção contra o fim da recolha do lixo ao sábado, outra noticia que nos deixou perplexos. Oh Sr. Presidente, espero que não tenha nenhum Restaurante por baixo de sua casa… Porque como todos sabemos os Restaurantes ao fim de semana, por terem mais clientes, produzem mais lixo que aos dias de semana. Isto é um atentado á saúde pública, então durante 2 dias seguidos não se recolhe o lixo? E onde fica? No meio da rua? Um chamariz para ratos, ratazanas, baratas e outras pragas… Vai ter de aumentar o numero de contentores? O que deveria de existir era uma boa gestão da recolha de resíduos urbanos, regras, fiscalização e fazer uma boa campanha de sensibilização nos bairros. Se o objectivo é reduzir os dias de recolha, porque não fazer a recolha em dias alternados? 2 Dias de seguida e ao fim de semana pode por em causa a saúde pública. A nossa moção prende se ao facto de solicitar um estudo de impacto ambiental e na saúde pública destas medidas, já que foi somente pedido um estudo de impacto financeiro. Relativamente à fiscalização, se houvesse tantos trabalhadores do lixo como há fiscalizadores na EMEL Lisboa seria a cidade mais limpa da Europa.
O Deputado Municipal
Gonçalo da Camara Pereira
Nestes últimos dias têm vindo a público algumas noticias que para o Grupo Municipal do PPM são muito preocupantes e que merece a nossa melhor atenção.
Uma delas é a intenção do Senhor Presidente da Câmara, reduzir o horário de trabalho para 4 dias por semana, de alguns serviços, com um corte salarial de 20% do vencimento base. O Senhor presidente diz que esta medida só será aplicada com a concordância dos trabalhadores. Ora se estes funcionários já vão sofrer de uma redução salarial de 5% e da suspensão nos próximos 2 anos do subsídio de férias e de natal, não nos parece que vá ter alguma anuimento. Então o governo, no sentido de aumentar a produtividade e a competitividade quer aumentar o horário de trabalho diário em mais 30 minutos e o Senhor Dr. António Costa quer agora quer diminuir para menos 1 dia por semana. Parece-nos que está um bocadinho confuso…
Outra situação é a extinção do serviço remunerado dos agentes da PSP nos estabelecimentos nocturnos na Zona do Bairro Alto. Toda a gente sabe que esta zona é uma zona em que a segurança durante a noite é essencial. É uma zona onde passam milhares de jovens e turistas durante a noite, onde há tráfico de droga e assaltos,não nos parece de todo correcto estar a extinguir o policiamento nesta zona histórica da cidade. É obrigação da autarquia dar um mínimo de segurança aos residentes e aos visitantes que por ali passam.
O Grupo Municipal do PPM apresenta hoje uma moção contra o fim da recolha do lixo ao sábado, outra noticia que nos deixou perplexos. Oh Sr. Presidente, espero que não tenha nenhum Restaurante por baixo de sua casa… Porque como todos sabemos os Restaurantes ao fim de semana, por terem mais clientes, produzem mais lixo que aos dias de semana. Isto é um atentado á saúde pública, então durante 2 dias seguidos não se recolhe o lixo? E onde fica? No meio da rua? Um chamariz para ratos, ratazanas, baratas e outras pragas… Vai ter de aumentar o numero de contentores? O que deveria de existir era uma boa gestão da recolha de resíduos urbanos, regras, fiscalização e fazer uma boa campanha de sensibilização nos bairros. Se o objectivo é reduzir os dias de recolha, porque não fazer a recolha em dias alternados? 2 Dias de seguida e ao fim de semana pode por em causa a saúde pública. A nossa moção prende se ao facto de solicitar um estudo de impacto ambiental e na saúde pública destas medidas, já que foi somente pedido um estudo de impacto financeiro. Relativamente à fiscalização, se houvesse tantos trabalhadores do lixo como há fiscalizadores na EMEL Lisboa seria a cidade mais limpa da Europa.
O Deputado Municipal
Gonçalo da Camara Pereira
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
ESTADO DA CIDADE - POR ALINE HALL
Encontramo-nos aqui hoje, perante esta augusta assembleia, para fazer um balanço e avaliar a gestão do Dr. António Costa e do seu executivo, ou seja, falarmos sobre o Estado da Cidade. O Estado da Cidade? Basta olharmos para ela, Senhores, e resume-se numa palavra: VERGONHA.
Não existe praticamente nem uma rua em Lisboa, nem uma, Senhores, que não tenha um prédio por reabilitar ou pintar, uma calçada com buracos, lixo e sujidade. Nem sequer as mais nobres vias, que deveriam servir de cartão-postal da cidade. A Avenida da Liberdade é um caso paradigmático deste executivo, a preocupação pelo verniz: pintam-se bancos, quando partes da calçada estão sem pedras, cheias de buracos, prédios devolutos e em mau-estado e uma imundície sem par. Uns quiosques como manobra de diversão? Talvez, mas não foi para pintarem os bancos de amarelo e colocarem djs nos quioques que os munícipes votaram em vós.
Os grandes cartazes a dizer que iria arrumar-se a casa visavam arrumar-se a casa de quem?, é oportuno perguntar. Porque as dos lisboetas não foram de certeza; essas estão cada vez mais degradadas. Em todo o lado grafittis, ruínas, prédios devolutos, que deveriam ser uma prioridade a combater, mas não é.
A desertificação da cidade de Lisboa é um problema cada vez mais real e assustador e isto deve-se unicamente à má-gestão deste executivo. O problema do urbanismo e da reabilitação urbana será porventura o mais preocupante na cidade. Neste momento estamos a discutir um número infindável de Planos de Pormenor, que condicionarão as gerações vindouras a viver em selvas de pedra, e no campo da reabilitação urbana muito pouco ou nada se tem feito, e é importante desenvolver com mais rapidez estratégias neste campo. Não estamos a chamar população jovem para a cidade; antes pelo contrário, a cidade está a ficar sem habitantes e tem uma população cada vez mais envelhecida. E, saliente-se, não é criando mais um imposto municipal que vai fazer com que esta situação venha a ser reversível. A população a entrar em Lisboa para trabalhar é cada vez maior, sendo cada vez menor a população a habitar nela. Aguardamos a proposta da Vereadora Helena Roseta sobre a criação de rendas a jovens. A situação assume contornos deveras preocupantes sobretudo nas zonas mais antigas de Lisboa, como a zona da Baixa Pombalina e Bairros Históricos.
Um pequeno à-paarte: já que o ilustre deputado Dr Miguel Coelho veio pejado de adereços, como lhe chamou o Dr António Prôa do PSD, pergunto-me se não pode trazer, também, as imagens da igreja de S. Julião, que é um verdadeiro atentado ao património mundial.
Diz o Plano de Pormenor da Baixa – proposta 90/2008 – que pretende:
“Eliminar as intrusões visuais e as discrepâncias volumétricas, de forma a repor o equilíbrio das morfologias identificadas na área de intervenção do Plano;”
E
“Incentivar a eliminação de barreiras arquitectónicas”.
Mas é exactamente o contrário o que acontece com aquele mono que estão a construir na antiga igreja de S. Julião, mesmo ao lado da Câmara Municipal de Lisboa. É extraordinário! Betão em cima de um telhado, que tapa a torre sineira e o óculo do coro alto! Mas onde é que já se viu isso? Nem Violet-le-Duc nos seus piores momentos atentou no século XIX ao património dessa maneira! E permitem que isso se faça porquê? Não queremos acreditar que seja pelo nome do arquitecto que assina o projecto ou porque o encomendador da obra é o Banco de Portugal. E se, para outros portugueses não tão ilustres deixar-se-á cometer uma atrocidade dessas num prédio de uma zona classificada, por este andar, a cidade vai ficar irreconhecível!
E a muralha medieval que foi lá encontrada? O que será feito dela? E onde estão os outros vestígios arqueológicos, ou resumem-se a um pedaço de muralha do tempo de D. Dinis?
E não basta dizer que foi um projecto aprovado em reunião de Câmara: a questão não é tanto ter sido aprovado o projecto, mas como é que tiveram coragem em apresenta-lo, quando o mesmo vai contra algumas das próprias directrizes que querem aplicadas no plano de Pormenor da Baixa!
Serão avaliações próprias de dois pesos e duas medidas?
Isto é, Senhores, má gestão do património edificado da cidade. Mas talvez o Sr Presidente não tenha bem a noção disso, já que saíu do edifício da Câmara para passear, digo, passar ao Intendente.
O exemplo mais indigno é o da Praça do Comércio. Não só o torreão poente afundou com as obras do Metro do Terreiro do Paço, como piorou com as obras de reorganização da Praça que este executivo foi responsável e que provocaram rachaduras nas abóbadas da galeria poente que ficaram ainda mais visíveis com o consequente afundar do torreão.
Se duvidam, basta colocarem-se junto aos restaurantes do pátio da Galé e olhar em frente, pois o desnível é tão grande que é evidente a olho nu. Aproveitem e olhem para cima, porque as rachaduras estão cada vez maiores e poderão pôr em risco, no futuro, não só a área comercial e de restauração, como – e principalmente – o património que aquela estrutura representa e que é a nossa maior preocupação.
Lisboa não é Amesterdão, para quê criar tantas ciclovias e gastar tanto dinheiro na construção das mesmas? Não é assim que vamos reduzir o trânsito na cidade. Essas ciclovias não são utilizadas para a população vir trabalhar e percorrer a cidade de bicicleta, como uma alternativa aos transportes públicos. Além disso, nem todos podem estar em excelente forma física como o Sr. Presidente da Câmara ou o Sr. Vereador Sá Fernandes para seguirmos os seus exemplos de como se deve ir para o trabalho de bicicleta, dando utilização a ciclovias que habitualmente só vemos pessoas a andar nelas para fazerem exercício físico aos fins-de-semana, feriados ou ao fim de tarde. Claro, desde que não seja na zona do Colégio Militar, onde em tempos um quiosque no meio da ciclovia servia, obviamente, para aqueles que já estão em outro nível de exercício e já podem dar saltos em altura.
A rede de transportes públicos é deficiente, ineficaz e cara perante as necessidades constantes de uma população que utiliza as zonas periféricas da cidade como dormitório.
O processo da Reforma Administrativa da cidade, tão necessária, não ouviu realmente os seus munícipes e não teve em conta muitas das posições de alguns presidentes de junta. Além disso, o processo está nas mãos da Assembleia da República e não há vislumbre se irá concretizar-se, ou não, para as próximas eleições. Levou 2 anos e, mesmo assim, está indefinido.
Depois temos a questão do ambiente, ou melhor a falta de uma política ambiental. Os espaços verdes da cidade de Lisboa são fundamentais na imagem que desejamos projectar da nossa cidade, e isso não tem sido bem conseguido. Esses espaços encontram-se ao abandono, basta olharmos em redor desta assembleia e atentarmos ao desleixo em que se encontra. Já nem vamos falar em espaços nobres, como aquele junto à Torre de Belém, que é um verdadeiro deserto sujo e abandonado, inacreditável aos olhos dos turistas que ali vão conhecer um marco da História do nosso país.
Fala-se muito da escola de jardinagem camarária, mas até á data não vimos qualquer resultado. As intervenções nos espaços verdes da cidade têm sido apenas de fachada, pintar bancos com outras cores, colocar novas espécies de plantas e flores sem haver a devida manutenção, isso apenas contribui para a degradação geral do estado da cidade.
Também a identidade de Lisboa tem sido posta em causa, com a cedência da imagem pública da cidade para publicitar diversas marcas. O Grupo Municipal do PPM questiona este executivo acerca dos benefícios concretos para a cidade e o erário camarário, resultantes destas parcerias.
Relativamente à situação financeira da Câmara, continuamos a alertar para o desgoverno de algumas empresas municipais. Uma vez que um dos pontos do acordo com a Troika exige o fim das mesmas, não compreendemos porque o executivo não tem feito esforços nesse sentido. É particularmente preocupante a situação da Gebalis, como aqui já foi referido. Já era altura, então, de tomarem uma atitude em relação a isso.
(a partir daqui fiquei sem tempo para continuar, e tive de finalizar a correr)
Perguntamo-nos se a falta de atenção ao património edificado e à memória da cidade se deve ao facto de estarmos num executivo republicano. É essa a impressão que deixa: os monárquicos são, habitualmente, mais respeitosos para com o património e a História do seu país, da sua cidade. Sabem que cada pedra ali colocada é símbolo do esforço de gerações, dispostos sob um ideal comum. O interesse pessoal é o de crescimento colectivo, e não individual, consubstanciado na figura do Chefe de Estado e a sua Família, ou seja, o rei e a família Real. Aliás, poder-se-á atestar isso por todos os países que vivem em Monarquia na Europa. Não só servem de modelo governamental, como também de práticas culturais exemplares. Porque não seguimos os bons exemplos? Fica a questão
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